Conhecido pela forma agressiva de atuar, o advogado Walfrido Warde, representante de Daniel Vorcaro, negou atuação em nome do ex-banqueiro junto ao Tribunal de Contas da União (TCU).
Nos últimos dias, o TCU tem liderado ataques ao Banco Central (BC) em decorrência do caso envolvendo a liquidação do Master, de Vorcaro.
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Depois de ter a prisão decretada em 17 de novembro de 2025, Vorcaro montou uma equipe de advogados de peso para atuar em sua defesa.
O grupo reúne nomes de destaque da advocacia criminal, como Sérgio Leonardo, Roberto Podval e Pierpaolo Bottini, além do próprio Walfrido Warde.
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Nos últimos anos, Warde tem se destacado pela advocacia agressiva, defesa do lobby e crítica à penalização de empresas envolvidas em corrupção.
Mais cedo, a coluna do jornalista Lauro Jardim, do site do jornal O Globo, noticiou que Warde seria o responsável pela defesa dos interesses de Vorcaro junto ao TCU. Em nota, o advogado negou a atuação.
“Warde Advogados não atua em representação a Daniel Vorcaro perante o Tribunal de Contas da União”, afirma o advogado, por meio de comunicado divulgado pela sua assessoria de imprensa. “E tampouco qualquer um de seus sócios ou advogados despachou com ministros dessa corte sobre o caso em questão.”
Vorcaro se negou a informar senha do celular em depoimento no STF
Alvo central da investigação sobre um esquema de fraude de até R$ 12 bilhões envolvendo a venda de créditos do Banco Master ao BRB, Daniel Vorcaro se recusou a fornecer a senha de seu celular durante depoimento sigiloso ao Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada, segundo a jornalista Malu Gaspar.
De acordo com relatos, a delegada Janaina Palazzo solicitou acesso ao aparelho apreendido no dia da prisão, em 17 de novembro, mas Vorcaro, depois de consultar o advogado Roberto Podval, negou o pedido, alegando que o celular continha mensagens privadas sem relação com a investigação.
Investigadores veem o conteúdo como sensível por incluir, entre outros documentos, um contrato do Banco Master com o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que previa pagamentos de cerca de R$ 130 milhões ao longo de três anos.
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