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Política

AGU pede bloqueio de bens de acusados de fraudar aposentados do INSS

Esquema desviou milhões com mensalidades falsas; servidores e advogados estão entre os alvos

INSS
O rombo estimado chegou a R$ 6,3 bilhões | Foto: Reprodução/Flickr

A Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou nesta sexta-feira, 9, o bloqueio de bens de 14 pessoas e empresas envolvidas em um esquema de descontos irregulares aplicados sobre benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).  A medida inclui a suspensão dos sigilos bancário e fiscal dos investigados.

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A Controladoria-Geral da União (CGU) acionou a Justiça Federal com base na Lei Anticorrupção e apontou que o grupo intermediou o repasse de vantagens indevidas a servidores do INSS.

Segundo a AGU, o esquema movimentou pelo menos R$ 23,8 milhões. Empresas e seus sócios atuaram diretamente na engenharia financeira usada para transferir os valores obtidos com descontos não autorizados para agentes públicos que facilitavam a fraude.

Entre os alvos estão os escritórios Eric Fidelis Sociedade Individual de Advocacia e Rodrigues e Lima Advogados Associados, além das consultorias Xavier Fonseca, Acca, Arpar e WM System Informática. Também foram atingidos os sócios dessas empresas.

As investigações revelam que essas pessoas jurídicas serviram como instrumentos para práticas ilícitas de natureza penal, administrativa e civil. Os acusados utilizavam os próprios nomes e empresas para ocultar os desvios e legitimar os repasses.

AGU investiga companhia BF01 Participações Societárias

O grupo fraudava aposentados ao cobrar mensalidades associativas falsas e descontava os valores diretamente dos benefícios, muitas vezes sem autorização dos titulares.

CGU e Polícia Federal contataram 1.300 beneficiários durante a investigação; 97% declararam que nunca autorizaram o desconto em folha. Os fraudadores falsificaram assinaturas para simular o consentimento.

O escândalo expôs o governo federal há duas semanas e levou ao afastamento de ao menos seis servidores, entre eles o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, que perdeu o cargo.

Até o momento, as autoridades prenderam três pessoas. A Justiça já expediu 211 mandados de busca e apreensão, além de ordens de sequestro de bens que somam mais de R$ 1 bilhão.

+ Leia também: “Associações forjaram mortes para lavar dinheiro do INSS, segundo a PF”

A AGU também pediu à Justiça que determine o bloqueio de ativos ligados à empresa BF01 Participações Societárias. O órgão quer entender qual foi o papel da companhia dentro do esquema.

Estimativas iniciais indicam que o esquema descontou cerca de R$ 6 bilhões entre 2019 e 2024, embora o prejuízo total ainda permaneça incerto. As autoridades ainda investigam qual parte desse valor foi desviada de forma irregular.

4 comentários
  1. Carlos Pommer
    Carlos Pommer

    Acho melhor deixar como está. Depois o STF manda devolver tudo. Vai custar mais caro ao cofres públicos.

  2. frederico cardoso fernandes pontes
    frederico cardoso fernandes pontes

    falta muito para chegar nos BILHOES

  3. Ivan R S Peluso
    Ivan R S Peluso

    TUDO BAGRINHO….. ENQUANTO ISSO O FREI DE ARAQUE E A CONTAG, QUE FINANCIA O MST,CORREM LIVRES,LEVES E SOLTOS. KAKAY,GUIOMAR E O FILHO DO MINISTRO JÁ ESTÃO A POSTOS PARA PEGAR PARTE DO ASSALTO AOS APOSENTADOS. PAÍS DE MERDAS…..

  4. AMELIA MARIA SILVA MARSHALL
    AMELIA MARIA SILVA MARSHALL

    Parece que o irmão do Lulla está livre de qq bloqueio, é isso?

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