O vice-presidente Geraldo Ackmin voltou a repetir, nesta quinta-feira, 4, que a difusão do ensino domiciliar, ou homeschooling, surgiu como uma prática de racismo nos Estados Unidos. “Geralmente, como disse o Fernando Haddad, final de ano é época de balanço”, contextualizou, em discurso no Conselho do Desenvolvimento Econômico Sustentável. “E para onde a gente olhar, nós vamos verificar que o nosso país avançou.”
Alckmin depreciou o governo anterior para validar as práticas do governo atual. Na saúde, afirmou, “saímos de um negacionismo que levou a 700 mil pessoas mortas na covid, quando na realidade foi água tratada, vacina e antibiótico que mudou o mundo”. Já na educação, ele disse que o país saiu do homeschooling, “proposta racista dos Estados Unidos, quando a Suprema Corte disse que tinham que estudar juntos negros e brancos”.
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Em agosto, na cerimônia de reativação do Conselhão, ele já havia dito a informação falsa de que a educação domiciliar de crianças é “racista”. Na ocasião, Oeste conversou com Gaba Costa, diretora-executiva do Classical Conversations Brasil, programa de tutoria para educação domiciliar. Ela explicou que Alckmin ignora tanto as evidências históricas quanto a diversidade atual do movimento homeschooling.

Enquanto educar crianças em casa é uma prática milenar, é a escola a invenção recente. “A educação domiciliar moderna ressurge em maior número de praticantes nos Estados Unidos no final da década de 1970, não como reação à segregação racial, mas como crítica à ineficiência do sistema escolar estatal, à perda de liberdade educacional e ao fracasso das reformas escolares”, disse.
Além da ausência de vínculo direto com a segregação racial, a educação domiciliar se tornou justamente um meio de fugir do preconceito. Em 2019, 41% dos adeptos do homeschooling nos EUA eram negros, hispânicos, asiáticos ou pertencentes a outras minorias, segundo dados do Departamento de Educação do governo do país.
Segundo uma reportagem da BBC de 2012, houve um aumento expressivo de famílias negras que optaram pelo homeschooling motivadas pela busca de um ambiente mais seguro, pela falta de representatividade nos currículos, pela discriminação nas escolas e por um ensino mais personalizado e livre do racismo institucionalizado.
ONU contraria Alckmin e reconhece legitimidade do homeschooling
Até mesmo a ONU reconhece o vínculo direto entre homeschooling e liberdade. Em um relatório de maio deste ano, a relatora especial para o Direito à Educação, Farida Shaheed, afirma que “a educação domiciliar faz parte da liberdade educacional, com as famílias que mantêm a liberdade de garantir a educação de seus filhos em casa, inclusive com o objetivo de preservar sua segurança.” Em setembro, a entidade publicou um relatório no qual reconhece o homeschooling como um direito universal.
O arcabouço teórico em defesa do homeschooling aponta o colapso da escola como instituição de aprendizagem significativa e também se fundamenta em princípios de liberdade e críticas ao autoritarismo estatal. Assim, questões de racialidade não têm nenhuma relevância, ressaltou Gaba.
Lula também discursou na reunião do Conselhão desta quinta-feira. Ele criticou a Faria Lima e pediu propostas para o fim da escala 6×1 e da violência contra a mulher, além de fazer comentários autobiográficos.






































Fato: andar com petista emburrece.
Esse babaovorato é pau mandado do Luladrao, deveria se envergonhar e sumir do Brasil