Alcolumbre tenta amenizar crise após operação das ‘fake news’

Embalados por inquérito do STF, opositores buscam retomar os trabalhos da CPMI das fake news no Congresso, mas senador avalia que o momento não é o ideal
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Alcolumbre teve vitória na aprovação do PL das fake news| Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado
Alcolumbre teve vitória na aprovação do PL das fake news| Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado | Alcolumbre - CPMI- Fake News

Embalados por inquérito do STF, opositores buscam retomar os trabalhos da CPMI das fake news no Congresso, mas senador avalia que o momento não é o ideal

Alcolumbre - CPMI- Fake News
Alcolumbre atuou para contornar crise | Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado
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Embalados pela recente operação da Polícia Federal no inquérito das fake news contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), alguns líderes do Congresso se articulam para tentar retomar os trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre o mesmo tema. No entanto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), tem tentado amenizar os ânimos.

Leia mais: “O gabinete da censura”, de Ana Paula Henkel, colunista da Revista Oeste

Em reunião com o presidente Jair Bolsonaro nesta semana, Alcolumbre pediu calma ao chefe do Executivo diante do acirramento do clima político. Já no Congresso o democrata afirma que o momento não é o ideal para retomar os trabalhos da CPMI. Interlocutores consideram que isso causaria mais desgaste entre os Poderes.

A tentativa de ampliar o debate sobre notícias falsas na comissão é defendida por líderes da oposição e ocorre após Bolsonaro subir o tom no confronto com o Supremo. Em operação determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news, a Polícia Federal apreendeu documentos, computadores e celulares em endereços ligados a pessoas suspeitas de atacar, ofender e caluniar integrantes da Corte nas redes sociais.

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“Idiotas inventaram o gabinete do ódio. Outros imbecis publicaram matérias disso e lamento julgamento em cima disso”, afirmou Bolsonaro. O presidente voltou a criticar ministros da Corte após a operação da PF e afirmou que “ordens absurdas não se cumprem”.

Presidente da CPMI no Congresso, o senador Ângelo Coronel (PSD-BA) afirmou que o ministro Alexandre de Moraes agiu de forma correta ao deflagrar a operação. Segundo o senador, a comissão mista está no mesmo foco das revelações do ministro e o objetivo agora, diz, é conseguir a quebra do sigilo dos investigados para que se tenha acesso a possíveis provas.

Apesar disso, Ângelo Coronel afirmou que as reuniões da comissão não deverão voltar a ocorrer nas próximas semanas. “Questionei o presidente Davi [Alcolumbre] a respeito de voltarmos a ter uma estrutura remota para votar pelo menos o requerimento de quebra de sigilo, mas ele disse que, no momento, o Senado não tinha como colocar essa estrutura porque havia outras comissões pedindo também. Como a CPMI foi prorrogada por mais 180 dias, vamos ter de esperar essas votações de requerimento e de novas oitivas para o retorno presencial, mas enquanto isso continuamos nossas investigações independentemente de termos sessão presencial”, garante.

 

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5 comentários

  1. Está viralizando nas redes sociais o video feito pela Bárbara (infelizmente não tenho o nome completo dela), no qual ela simplesmente desmonta, demole, e mostra quem é esse CANALHA cabeça de ovo. O video também mostra em quais o PULHA do “stf” se baseia para levar adiante o assunto das Fake News. Gente da laia de Joice Hasselman e Alexandre Frota, entre outros. Segue o link:
    https://www.youtube.com/watch?v=Cs3LpbBJeuI

  2. Quando alguém defende inquéritos e leis contra fake news, ou é idiota ou é mau-caráter. Não há outra hipótese. Por que? Porque em nenhum dos inquéritos ou propostas de leis jamais foi apresentado um caso concreto de fake news. Podem procurar. Só aparecem supostos diceminadores, financiadores, articuladores, etc. Caso concreto? Nada… e isso tem motivo. Se apontarem uma mentira, vamos ter que fechar as portas da Globo, que vive pinsando declarações fora de contexto e dizendo que o ministro A ou B vai se demitir. O caso do Paulo Guedes é emblemático. Se apontarem ofenças, vão ter que enquadrá-las no CP e mandar para a primeira instância, o que não gera factoide político. Ou seja, falar em fake news é passar atestado de mau-caráter.

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