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Política

Alessandro Vieira reage a processo de Alexandre de Moraes e Viviane

O senador se manifestou sobre a ação por danos morais movida pelo ministro e sua mulher, negando tê-los ligado ao PCC

O senador afirma que suas críticas focaram exclusivamente na ligação financeira do casal com o Banco Master | Foto: Agência Senado

O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) reagiu publicamente, nesta terça-feira, 28, à ação por danos morais movida contra ele ministro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua mulher, a advogada Viviane Barci. Nas redes sociais, o parlamentar negou categoricamente ter associado o casal à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em recente entrevista.

De acordo com Vieira, o escritório de Viviane distorceu suas declarações na petição enviada ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). O senador afirma que suas críticas focaram exclusivamente a ligação financeira do casal com o Banco Master, instituição que ele classificou como um “grupo criminoso”.

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Acusação do casal

A defesa do casal Moraes alega que o senador ultrapassou os limites da imunidade parlamentar e da liberdade de expressão.

Segundo a petição, Alessandro Vieira teria ferido a honra do ministro e de sua mulher ao sugerir, em entrevista ao canal SBT News, que ambos receberam recursos oriundos de atividades ilícitas ligadas ao crime organizado.

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O senador, contudo, refuta a versão dos autores da ação. “Essa alegação é falsa, como se pode verificar simplesmente assistindo à própria entrevista”, declarou Vieira. “Eu afirmei, e é fato notório e confessado, que eles receberam dinheiro do Master, que é um grupo criminoso.”

Alessandro critica a cúpula do STF

A declaração do senador não se limitou ao processo atual. O parlamentar também citou a tensão com o Judiciário.

“Essas tentativas de intimidação se somam às ameaças e às ofensas dos ministros Toffoli e Gilmar e são sintomas de um quadro grave, em que uma elite se julga intocável”, disse Vieira.

Alessandro Vieira foi o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito do Crime Organizado e, em seu relatório final, pediu o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Até o momento, o gabinete de Moraes e o escritório de Viviane Barci não se manifestaram sobre as novas declarações do parlamentar.

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