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Política

Obras de usina nuclear de Angra 3 estão em 'ritmo bastante reduzido'

Análise é do Tribunal de Contas da União

Angra 3 | Eletronuclear
Em 2024, os bancos já concederam uma trégua de seis meses à estatal | Foto: Divulgação/Eletronuclear

O Tribunal de Contas da União (TCU) constatou que as obras da usina nuclear de Angra 3, a ser instalada em Angra dos Reis (RJ), estão em “ritmo bastante reduzido”. Isso pode prejudicar o cronograma para conclusão do empreendimento.

A constatação está no relatório consolidado do Fiscobras, aprovado na quarta-feira 1º, pelo plenário do órgão fiscalizador.

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Leia também: “Usina Nuclear Angra 2 vai ficar desligada por um mês para manutenção”

As obras da usina começaram em 1981. Contudo, em decorrência de ineficiências, ausências de recursos, rescisões contratuais e investigações de corrupção no âmbito da Operação Lava Jato, foram retomadas e interrompidas reiteradas vezes.

O custo estimado para a conclusão totaliza R$ 20 bilhões. Já um eventual abandono do empreendimento custaria mais de R$ 10 bilhões.

A análise do TCU sobre Angra 3

Angra 3 (Interna)
As obras da usina começaram em 1981 | Foto: Divulgação/Abemi

O TCU acompanha o assunto em diversos processos, com apontamentos relacionados a irregularidades contratuais, viabilidade econômico-financeira e atrasos no cronograma de implantação. Também está no radar do TCU a metodologia utilizada para a definição da tarifa que seria paga pela geração de energia da usina.

Diante das constatações, a área técnica do TCU propôs comunicar o Conselho de Política Energética (CNPE) e o Congresso Nacional para que tomem ciência dos riscos e dos impactos decorrentes do atraso dessa etapa das obras para o cronograma geral do projeto, com potenciais prejuízos à Eletronuclear e aos consumidores.

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“Ainda há uma série de indefinições relacionadas à viabilidade e à efetiva retomada e conclusão de Angra 3”, constatou a área técnica. “A exemplo da ausência de definição do CNPE quanto à decisão por autorizar, ou não, a outorga de Angra 3, e consequente aprovação dos preços da energia da usina.”

Em agosto, o governo federal incluiu a análise sobre as obras para a conclusão da usina de Angra 3 no pacote do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O portfólio do programa, contudo, não prevê a conclusão do projeto, apenas “estudo de viabilidade técnica, econômica e socioambiental” das obras da usina.

Leia também: “PAC Zero”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 172 da Revista Oeste

Revista Oeste, com informações da Agência Estado

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1 comentário
  1. Christian
    Christian

    Esta Usina está totalmente ultrapassada…São 42 anos de obra. Foi da época do Opala…

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