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Política

Ao visitar Bolsonaro na prisão, Flávio diz que sua candidatura à Presidência é ‘irreversível’

Senador disse que seu pai comemorou a boa recepção ao nome do filho para o Planalto

Flávio Bolsonaro
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lançou sua candidatura à Presidência da República na semana passada | Foto: Carlos Moura/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026 é “irreversível”. A declaração foi dada nesta terça-feira, 9, durante visita ao seu pai, Jair Bolsonaro (PL), na prisão da  Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Flávio relatou que atualizou o pai sobre os movimentos políticos da semana, especialmente depois do anúncio de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto — realizado com a bênção de Bolsonaro e apoio do presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

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+ Zema e Caiado mantêm pré-candidaturas mesmo com Flávio na disputa

jair bolsonaro e flávio bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado do senador Flávio Bolsonaro; pai e filho sorridentes, em registro de 2020 | Foto: Divulgação/PSL

“Passei a minha impressão do impacto sobre o lançamento do meu nome”, afirmou. “Ele ficou muito feliz. Deixei com ele a primeira pesquisa após o anúncio, do Instituto Veritá, que já me coloca em empate técnico com o atual desgoverno.”

Segundo o senador, Bolsonaro reforçou que a decisão está tomada: “Ele disse: ‘Não vamos voltar atrás’. Vamos seguir em frente”.

+ Michelle manifesta apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro

Interpelado sobre o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro à sua candidatura, o parlamentar destacou que sua intenção é reunir todo o campo conservador: “A Michelle é fundamental”. “Não adianta querer dividir, vamos estar juntos.”

Flávio afirmou que está montando grupos temáticos e discutindo propostas com especialistas indicados pelo próprio pai. O ex-presidente, de acordo com ele, também pediu que fosse transmitido agradecimento público ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) — cujo discurso acompanhou pela TV na cela.

Bolsonaro cobra anistia

O senador também relatou que o pai apresentou melhores condições de saúde nos últimos dias e ele se encontra “mais disposto” e sem os soluços contínuos que havia apresentado anteriormente.

“Mas sempre dá um aperto no coração ter que vir aqui nesse lugar para visitar uma pessoa honesta, que está passando por isso tudo de forma injusta”, afirmou. 

Flávio disse ter informado ao ex-presidente que a defesa apresentará ainda hoje o pedido de prisão domiciliar humanitária: “A defesa dele vai protocolar hoje o pedido com todo o embasamento técnico. Eu rogo a Deus que aconteça e que ele seja transferido de volta para sua casa”.

+ A pressão do STF para Motta não pautar a anistia

O parlamentar ainda contou que o ex-presidente está angustiado com a demora na votação da anistia no Congresso Nacional.

“O próprio presidente Bolsonaro ouviu do Hugo Motta e do Davi Alcolumbre o compromisso de pautar”, salientou. “Quer acreditar na palavra dos dois até o último momento.”

Por fim, ele criticou a posição do relator, Paulinho da Força (Solidariedade-SP), que negou que o projeto vai beneficiar o ex-presidente: “Não pode o Paulinho dizer que não terá Bolsonaro nas urnas. A palavra final é do plenário. Isso é democracia”.

Flávio comenta bastidores da articulação

Em entrevista coletiva, Flávio também comentou o encontro com líderes partidários — entre eles, Valdemar Costa Neto (PL), Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (União Brasil).

“A reunião foi positiva”, disse. “A imprensa começou com fake news dizendo que eles não iriam, tentando criar clima de isolamento. Mas minha relação com todos é muito boa.”

Segundo o senador, os dirigentes expressaram preocupação sobre pesquisas iniciais, mas mudaram de postura depois dos primeiros números em pesquisas eleitorais. 

“Eles viram que meu nome vai tracionar”, garantiu. “Outras pesquisas vão tentar me colocar para baixo, mas isso não vai influenciar nada. Vamos até a vitória sempre crescendo. Fui bem claro em pedir o apoio deles. Eles vão conversar com suas bases, e a gente vai voltar a falar. Essa candidatura é para valer, não é balão de ensaio.”

Indagado sobre uma fala anterior em que disse ter “um preço”, Flávio explicou: “O meu preço é o Bolsonaro livre e nas urnas”. “Ou seja, não tem preço.” 

Ele disse que o que vemos no Judiciário do país não representa “um ato isolado”: “Se voltarmos à normalidade democrática, posso retomar meu projeto inicial ao Senado, mas por ora a candidatura é irreversível”.

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