Aras volta a criticar a Lava Jato: ‘República não combina com heróis’

Em audiência com senadores, o Procurador-Geral também questionou as operações recentes da PF em gabinetes do Congresso
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PGR participou de reunião com senadores | Foto: Pedro França/Agência Senado
PGR participou de reunião com senadores | Foto: Pedro França/Agência Senado | Aras

Em audiência com senadores, o Procurador-Geral, Augusto Aras, também questionou as operações recentes da PF em gabinetes do Congresso

Aras
PGR participou de reunião com senadores | Foto: Pedro França/Agência Senado

Em audiência realizada com senadores nesta quarta-feira, 29, o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, voltou a criticar os trabalhos da Lava Jato. Desta vez, o PGR disse que a “República não combina com heróis”. Além disso, afirmou que a distribuição de processos na operação é passível de fraude.

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O encontro virtual foi realizado a pedido do grupo Muda Senado, após Aras fazer duras críticas contra os integrantes da força-tarefa em uma live. Na ocasião, Aras afirmou que era hora de “corrigir rumos” pra que o “lavajatismo não perdure”, e para que outro modelo assuma o lugar da operação.

Além das críticas a operação, o PGR também questionou as operações de busca e apreensão da Polícia Federal em gabinetes de parlamentares. Ele citou como exemplo as recentes ações contra José Serra (PSDB-SP) e Rejane Dias (PT-PI). Na conversa com os senadores, Aras alegou que não deu nenhuma autorização a buscas contra senadores e classificou as ações de “grave ameaça”, porque os fatos investigados seriam anteriores aos atuais mandatos.

“O PGR alterna críticas agudas à Lava Jato e elogios ao combate à corrupção e ao legado da Lava Jato. No meu entender, as respostas do PGR foram insuficientes”, avaliou Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

Reação

A força-tarefa reagiu. Em nota oficial, os procuradores da Lava Jato insinuaram que Aras estaria trabalhando em favor de políticos alvo de apurações do MPF. “Investigações de crimes graves que envolvem políticos e grandes empresários desagradam, por evidente, parcela influente de nossa sociedade, que lança mão de todos os meios para desacreditar o trabalho até então realizado com sucesso”, destacaram os procuradores.

Os integrantes da Lava Jato em Curitiba classificaram como “mentirosa” a informação dada por Aras na noite de terça-feira, 28, de que eles têm em mãos dados sensíveis e documentos ocultos de 38 mil pessoas. Na noite de terça-feira, Aras acusou os membros da Lava Jato de manter um banco de dados que chega a 350 terabytes. “A ilação de que há ‘caixas de segredos’ no trabalho dos procuradores da República é falsa, assim como a alegação de que haveria milhares de documentos ocultos. Não há na força-tarefa documentos secretos ou insindicáveis das Corregedorias. Os documentos estão registrados nos sistemas eletrônicos da Justiça Federal ou do Ministério Público Federal e podem ser acessados em correições ordinárias e extraordinárias”, esclareceram os procuradores.

 

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