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Política

Arquivos revelam reação de Epstein ao atentado contra Bolsonaro em 2018 

As conversas reveladas pelo Departamento de Justiça dos EUA também mencionam o presidente Lula e o filósofo Noam Chomsky

O financista norte-americano Jeffrey Epstein, em uma fotografia tirada para o registro de agressores sexuais - 28/3/20217 | Foto: Divisão de Serviços de Justiça Criminal do Estado de Nova York/Divulgação via Reuters
O ataque a Bolsonaro aconteceu em setembro de 2018, em Juiz de Fora (MG), durante um evento de campanha | Foto: Divisão de Serviços de Justiça Criminal do Estado de Nova York/Divulgação via Reuters

Documentos que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos liberou na sexta-feira, 30, revelam detalhes inéditos sobre a reação do empresário Jeffrey Epstein ao receber a informação sobre o atentado a faca contra o ex-presidente Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018.

De acordo com as mensagens, ao receber a notícia de que “Bolsonaro acabou de ser esfaqueado no Brasil”, Epstein respondeu: “Antes ele do que eu.”

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O ataque a Bolsonaro aconteceu em setembro de 2018, em Juiz de Fora (MG), durante um evento de campanha, quando apoiadores o carregavam.

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Seguranças e apoiadores de Bolsonaro detiveram Adélio Bispo de Oliveira no local. Depois do atentado, o ex-presidente passou por várias cirurgias e ainda lida com complicações médicas resultantes do episódio.

Além disso, os documentos apontam trocas de e-mails entre Epstein e Steve Bannon, ex-estrategista da campanha de Donald Trump.

Epstein elogiou Bolsonaro em mensagens datadas de 8 de outubro de 2018, pouco antes do segundo turno das eleições.

“Bolsonaro mudou o jogo”, disse. “Nenhum refugiado quer entrar. Bruxelas não lhe diz o que fazer. Ele só precisa reativar a economia. MASSIVO”.

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Bannon, Bolsonaro e estratégias políticas

Bannon, que apoiou publicamente Bolsonaro em 2018, relatou proximidade com o grupo do ex-presidente e chegou a perguntar a Epstein se deveria aceitar atuar como conselheiro. Epstein respondeu: “É meio o argumento ‘reino no inferno’ de novo”.

Os arquivos indicam que Bannon cogitou viajar ao Brasil para apoiar Bolsonaro. Epstein avaliou que a iniciativa poderia beneficiar a imagem do ex-estrategista.

“Se você está confiante na vitória [de Bolsonaro], pode ser bom para sua marca se você for visto lá”, afirmou.

Leia também: “Um ano que parece uma década”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 306 da Revista Oeste

Em outra mensagem, Epstein expressou incômodo com o fato de o ex-presidente ter negado publicamente qualquer associação com Bannon, chamando a ligação de “fake news”.

Na época, Eduardo Bolsonaro afirmou que Bannon estaria à disposição da família, enquanto o ex-presidente negou a parceria.

Menções a Lula e Chomsky

As conversas reveladas também mencionam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o filósofo Noam Chomsky.

Epstein afirmou, em e-mail, que Chomsky teria ligado para ele da prisão, ao lado de Lula. A esposa de Chomsky e o Palácio do Planalto desmentiram a informação.

Por fim, os registros mostram que Epstein orientou Bannon a não abordar Bolsonaro em encontros com Chomsky, destacando a ligação do filósofo com Lula.

“Ele vai querer saber se você está do lado dos pequenos”, escreveu Epstein, referindo-se a críticas feitas ao bolsonarismo.

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