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Política

Em ato em memória do Holocausto, Tarcísio diz que Brasil não pode 'se perder no ódio'

Governador de São Paulo participou de cerimônia na Congregação Israelita Paulista neste domingo, 25

Tarcísio CIP
Tarcísio de Freitas participou de cerimônia em memória às vítimas do Holocausto neste domingo, em SP I Foto: Flavio Mello e Fabi Koren/Conib

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), discursou, neste domingo, 25, durante cerimônia em memória às vítimas do Holocausto realizada na sinagoga da Congregação Israelita Paulista. O evento reuniu autoridades, lideranças religiosas e representantes da comunidade judaica no Brasil.

Tarcísio afirmou que “não podemos permitir que o Brasil se perca no ódio”. O governador reforçou seu compromisso com o combate ao antissemitismo. Ele disse que a única forma de honrar a memória das vítimas do nazismo é “não permitir que um novo Holocausto aconteça no presente”.

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“Não vamos aceitar o que aconteceu no passado”, disse Tarcísio. “Nunca mais! Essa deve ser a mensagem. E é por isso que São Paulo assinou a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto. Temos muito o que aprender com o povo de Israel.”

O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto é oficialmente celebrado em 27 de janeiro. A data marca a libertação do campo de concentração Auschwitz-Birkenau, em 1945, e foi instituída pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.

“A gente nega”, diz Tarcísio, sobre sinais de um novo Holocausto

Respondendo a uma indagação da presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Célia Parnes, o governador paulista afirmou que a sociedade talvez ainda não esteja preparada para identificar os sinais de um novo Holocausto.

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“Hoje, às vezes, não percebemos o que está acontecendo”, disse Tarcísio. “A gente nega. Israel tinha firmado uma acordo de paz com os Emirados Árabes, a Jordânia, o Egito. E se encaminhava para assinar um acordo de paz com a Arábia Saudita quando foi invadido pelo Hamas. Isso não foi um fracasso. Isso foi encomendado por alguém que quer implantar o ódio.”

“Percebi isso”, prosseguiu o governador, antes de emendar com três interpelações. “Como isso não foi percebido? Como isso pode ser negado? Como a gente pode negar o direito de Israel a defender o seu território?”

Leia também: “O racismo anti-Israel”, artigo de Brendan O’Neill, da Spiked, publicado na Edição 300 da Revista Oeste

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