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Política

Bancada da bala reage a decreto de Lula que eleva imposto de armas

Decisão do presidente é uma 'política revanchista e ideológica', segundo a oposição

Bancada da Bala
Alberto Fraga, líder da bancada da bala, ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Divulgação/Agência Senado

O deputado federal Alberto Fraga (PL-DF), líder da bancada da bala, apresentou um projeto para sustar o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que elevou o imposto sobre armas de fogo e munições. O parlamentar tomou a decisão na quarta-feira 1º.

De acordo com os parlamentares favoráveis ao porte de armas, a medida do atual governo significa uma política revanchista e ideológica.

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“Eles querem asfixiar, aumentando o preço em valor significativo, com a tentativa de evitar que população compre armas para defender a propriedade”, disse Fraga. “O governo Lula está totalmente perdido, não apresenta uma medida satisfatória para combater a criminalidade e conter o avanço do crime organizado.”

Leia também: “O direito às armas”, reportagem de Bruno Freitas, Flavio Morgenstern e Iara Lemos publicada na Edição 125 da Revista Oeste

O decreto amplia para até 55% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de revólveres, pistolas, espingardas, carabinas, spray de pimenta e outros, além de aumentar a tributação de munições para 25%.

O texto muda o ato anterior, de julho do ano passado, editado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). O antigo governo havia reduzido a alíquota do IPI sobre esses itens para 29,25%. O IPI sobre cartuchos era de 13%.

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Em nota, o Palácio do Planalto informou que a medida tem potencial de arrecadação total de R$ 1,1 bilhão entre 2024 a 2026, sendo R$ 342 milhões em 2024, R$ 377 milhões em 2025 e R$ 414 milhões em 2026.

“A medida se alinha com uma perspectiva conceitual de desarmamento da população civil, de recadastramento das armas em circulação e de combate à criminalidade”, justificou o Planalto. “A política de recadastramento de armas permitidas e de uso restrito contabilizou em cinco meses 939 mil armas recadastradas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, 99% do total.”

Fiscalização

A flexibilização do acesso a armas de fogo foi uma das bandeiras de Bolsonaro. Agora, o governo Lula tem tornado mais rígido o controle sobre armamentos e munições. A gestão petista pretende delegar a tarefa de fiscalizar colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs) à Polícia Federal.

Enquanto isso, a fiscalização dos CACs continua sob responsabilidade do Exército. Mas o ritmo está menor do que no governo anterior, apesar da mensagem do governo petista em favor do estrito controle sobre armas de fogo.

Leia mais: “A verdade sobre o desarmamento da população”, entrevista com Bene Barbosa publicada na Edição 48 da Revista Oeste

De janeiro a junho, apenas 4.433 CACs haviam sido submetidos a fiscalizações. A migração de competência foi prevista em um decreto baixado por Lula em julho.

Essa troca de competências deve ocorrer a partir de 2025. O Brasil tem hoje 803 mil CACs, segundo dados de julho deste ano. O segmento cresceu exponencialmente graças a medidas do governo Bolsonaro.

Revista Oeste, com informações da Agência Estado

2 comentários
  1. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    O recadastramento, também estabelecido por decreto do lula, impôs gastos adicionais aos que tinham suas armas regularizadas perante o exército e tiveram que pagar taxas para novo cadastramento na pf. Os deputados disseram que iam combater o decreto de lula e nada fizeram. Não será desta vez que farão. O lula faz o que quer e todos os parlamentares se calam. O Brasil tal como o conhecíamos, acabou em 01/01/2023 e não voltará mais. Já conhecemos a preferência das urnas (eletrônicas).

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