Bancada evangélica condiciona apoio ao governo a indicação para o MEC

Integrantes da bancada evangélica ameaçam tirar apoio ao governo caso Bolsonaro não endosse Ricardo Caldas no MEC
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Bancada evangélica defende a indicação do economista e cientista político Ricardo Caldas, professor da Universidade de Brasília

Bolsonaro - evangélicos - bancada evangélica
Pastores evangélicos com Bolsonaro | Foto: Divulgação

A bancada evangélica vai testar a fidelidade do presidente Jair Bolsonaro nos próximos dias. Os religiosos vão apoiar o economista e cientista político Ricardo Caldas, professor da Universidade de Brasília (UnB), para assumir o Ministério da Educação. O teste, na prática, se mostra um ultimato.

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Os religiosos estão incomodados e dizem que Bolsonaro os abandonou. Sentem que o presidente não defende as pautas cristãs defendidas no Congresso, tampouco acolhe indicações em cargos do governo. O argumento é que militares e o Centrão ganharam muitos espaços, enquanto os evangélicos ficaram a ver navios.

A sugestão de Caldas, portanto, se mostra como a última cartada dos evangélicos antes de adotar decisões mais firmes contra o governo. Entre as punições previstas, as lideranças da bancada não descartam a possibilidade de abandonar a base do governo.

Apoio

A ideia de “testar” Bolsonaro é saber até que ponto ele está disposto a dar uma atenção maior aos religiosos. “Depois que se aproximou do Centrão, Bolsonaro se afastou da bancada evangélica. Vamos defender o Caldas. Se ele não nos ouvir e ficar, assim, confirmado que não nos escuta mais, será abandonado de vez”, aponta um deputado da bancada a Oeste. Parlamentares vão buscar uma videoconferência com Bolsonaro nesta semana para sugerir a indicação.

O nome de Caldas tem o apoio de líderes da frente parlamentar evangélica. Entre eles, o do presidente, deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), pastor evangélico da Igreja Assembleia de Deus. Outros simpatizantes do professor são os deputados David Soares (DEM-SP), ministro na Igreja Internacional da Graça de Deus, e Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ), membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus.

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8 comentários Ver comentários

  1. Como cristã digo, ESTA BANCADA “EVANGÉLICA” É UMA VERGONHA!! Conservadores sendo presos, liberdade de expressão sendo cerceada e o TSE querendo nos sufocar, mas os paramentares oportunistas estão preocupados com o PODER.
    Uma coisa é indicar, influenciar, outra é AMEAÇAR, INTIMIDAR. Que tipo de cristãos são estes???? Vão ficar sozinhos, porque não terão nosso apoio!!

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