publicidade
Política

Barroso reconhece força de Bolsonaro e protagonismo excessivo do STF

O ministro também classificou algumas penas impostas pelos atos do 8/1 como 'elevadas'

Segundo o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, crise fiscal não é culpa do Judiciário | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro Luís Roberto Barroso deu as declarções durante palestra no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Durante um evento no Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), nesta terça-feira, 7, o ministro Luís Roberto Barroso reconheceu a força política do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que o protagonismo do Supremo Tribunal Federal  (STF) é excessivo.

“Reconheço, o próprio Supremo reconhece que é excessivo, mas (ele) decorre de um modelo constitucional e de uma provocação que vem da política”, afirmou Barroso. “Nenhum Poder pode ser hegemônico numa República´, e, portanto, tudo tem a medida certa.”

Receba nossas atualizações

Apesar da crítica, Barroso ressaltou que o protagonismo do tribunal garantiu a estabilidade democrática nos últimos 37 anos.

+ Leia mais notícias de Política em Oeste

Outro ponto abordado foi a exposição dos ministros graças à TV Justiça, que, segundo Barroso, proporciona visibilidade inédita em comparação com Cortes constitucionais de outros países.

O ministro explicou que, nas sessões transmitidas, os magistrados dirigem os votos tanto aos colegas quanto à sociedade que acompanha o julgamento, facilitando a compreensão das decisões.

Além do papel do STF, o seminário tratou da judicialização e do balanço da gestão de Barroso à frente da Corte e do CNJ entre 2023 e 2025, período sucedido por Edson Fachin há uma semana.

Barroso critica penas do 8/1

Ao comentar as sentenças referentes aos atos do 8 de janeiro de 2023, o ministro avaliou que algumas penas, especialmente para os supostos executores dos atos, ficaram elevadas.

“Eu concordo que algumas penas, sobretudo a dos executores que não eram mentores, ficaram elevadas, eu mesmo apliquei penas menores”, disse Barroso. “Desde o começo apliquei penas menores, me manifestei antes do julgamento do ex-presidente (Jair Bolsonaro), que considerava bastante razoável a redução das penas para não deixar acumular Golpe de Estado e abolição violenta do Estado de Direito, e faria com que todas essas pessoas saíssem em dois anos, dois anos e pouco, acho que estava de bom tamanho.”

Ministro reconhece “mal-estar” com julgamento de Bolsonaro

Sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, Barroso disse que o STF não poderia se furtar à responsabilidade de analisar o caso.

“É um julgamento que continua a causar um certo mal-estar no país, porque o ex-presidente perdeu as eleições, mas teve 49% dos votos, portanto tinha muito apoio na sociedade, a gente não pode ignorar e, evidentemente, a gente não pode deixar de julgar”, afirmou o ministro.

Leia também: “A Corte na berlinda”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 290 da Revista Oeste

Leia mais:

8 comentários
  1. Antonio Fernandes Kopf
    Antonio Fernandes Kopf

    O apartamento dele nos EUA está cheio de ratos.

  2. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Depois que o estupro foi cometido Ministro, não adianta pedir desculpas. A história é feita de fatos, e não de narrativas. Daqui a algumas décadas a verdade prevalecerá.

  3. MNJM
    MNJM

    Ministro a sua administração foi desastrosa levou o país ao caos. O tal protagonismo que o senhor afirma, destruiu aa nossas liberdades e consequentemente a democracia que tanto diz defender.
    O STF foi o protagonista da “farsa do golpe” para perseguir opositores (jogá-los na cadeia, sem o devido processo legal) , Compete ao STF cumprir a Constituição e não rasgá-la como fizeram.
    Os manifestantes do 8 de janeiro deveriam ser julgados na 1a. Instância, mas tudo foi arquitetado, sumiram com as imagens, plano escudo não foi implementado, e enganaram o povo, os trataram como criminosos de grande periculosidade , quando os verdadeiros o STF liberta. (corruptos)
    A lei Magnistky é pouco por todo sofrimento e injustiças que os manifestantes foram submetidos. Não sou favorável a destruição de patrimônio público, mas a justiça tem que ser JUSTA, imparcial..

  4. Ivan R S Peluso
    Ivan R S Peluso

    DISSIMULADO….TÁ FAZENDO MÉDIA,SABE QUE PODE VIR MERDA PRA ELE AÍ PRA DIANTE,PRINCIPALMENTE A LEI MAGNITISKY. “DERROTAMOS O BOLSONARISMO”, “PERDEU MANÉ”…… TAVA COSTUMADO COM A VIDA BOA EM MIAMI,ACABOU!

  5. Robinson dos Santos Pereira
    Robinson dos Santos Pereira

    Quando fala do equilíbrio do poder, parece que estava justificando o esforço realizado para reduzir o poder do Bolsonarismo. Me parece que isso é o que foi realmente feito desde 2019.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade