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O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, é alvo da quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira, 2, que investiga um esquema de vazamento de informações sigilosas sobre operações contra o Comando Vermelho. A operação envolve 14 pessoas, incluindo o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio, e apura uma rede de proteção que comprometeu diligências da PF.
O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar virou novamente alvo da Polícia Federal (PF), na quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na manhã desta quinta-feira, 2. A ação investiga um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas sobre operações policiais contra o Comando Vermelho (CV).
Ao todo, 14 pessoas são alvo da ofensiva, entre elas o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio, segundo informações da Rede Globo.
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A investigação apura a existência de uma suposta rede de proteção responsável por repassar informações sigilosas sobre ações da PF contra a facção criminosa. Conforme os investigadores, os vazamentos teriam comprometido diligências, permitindo a destruição ou a ocultação de provas e beneficiando integrantes do Comando Vermelho.

Bacellar foi alvo da PF nas duas fases anteriores da operação da PF
As primeiras fases da Operação Unha e Carne ocorreram entre dezembro de 2025 e março deste ano. Na etapa inicial, Rodrigo Bacellar, então presidente da Alerj, passou a ser investigado sob a suspeita de compartilhar informações sigilosas relacionadas à Operação Zargun, que tinha como alvo o Comando Vermelho.
De acordo com a PF, o principal beneficiário do suposto vazamento seria o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias. Apontado pelos investigadores como articulador político da facção, ele foi preso durante a operação.
Na segunda fase, também em dezembro, a investigação concentrou esforços para identificar a origem das informações vazadas. Na ocasião, a PF prendeu preventivamente o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região.
Segundo a PF, o magistrado teria repassado informações sigilosas a Bacellar, que, em seguida, as transmitiria a TH Joias. A corporação afirma ter reunido mensagens, registros telefônicos e outros elementos que indicariam uma relação próxima entre os dois investigados.

A terceira etapa da operação foi deflagrada em março. Bacellar voltou a ser preso em sua residência, em Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em decorrência da cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral e de denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República.
Naquele momento, o inquérito também passou a ser analisado no contexto da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n° 635, conhecida como ADPF das Favelas, em razão dos possíveis reflexos das investigações sobre a atuação do Estado no enfrentamento ao crime organizado.
Em maio, a quarta fase da Operação Unha e Carne ampliou o foco das investigações e passou a apurar um suposto esquema de fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro.

Por determinação do STF, a PF cumpriu sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão na capital fluminense e nos municípios de Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.
Segundo a corporação, as apurações identificaram indícios de direcionamento de contratos para a aquisição de materiais, contratação de serviços e execução de obras de reforma em escolas estaduais. A investigação sustenta que as empresas beneficiadas teriam sido previamente selecionadas e manteriam vínculo com a organização criminosa investigada.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou detalhes sobre as medidas judiciais cumpridas nesta quinta-feira nem o papel atribuído a cada um dos 14 investigados na nova fase da operação.
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