Bolsonaro afirma que os parlamentares ‘inflaram o Orçamento’

'O parlamento fez Orçamento além da previsão de receita, sou obrigado a cortar', disse o presidente
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Presidente Jair Bolsonaro | Foto: Montagem/Clauber Cleber Caetano/PR
Presidente Jair Bolsonaro | Foto: Montagem/Clauber Cleber Caetano/PR

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quinta-feira, 27, que teve que cortar recursos previstos no Orçamento de 2022 porque os parlamentares “inflaram” o Orçamento.

Em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, ele rebateu críticas que vem recebendo porque vetou verbas que seriam destinadas a Santa Catarina.

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“Parte da imprensa de Santa Catarina bateu em mim porque cortei R$ 38 milhões do Orçamento de Santa Catarina. Cortei R$ 3 bilhões do Brasil todo. O parlamento fez Orçamento além da previsão de receita, sou obrigado a cortar”, disse.

Bolsonaro continuou: “Estão me esculhambando em Santa Catarina. Mas vamos recompor ao longo do ano, porque tem excesso de arrecadação. Mas é impressionante a crítica. Por que não critica os parlamentares que inflaram o Orçamento?”

O presidente sancionou o Orçamento de 2022 na sexta-feira 21, com publicação no Diário Oficial da União de segunda-feira 24.

Reajuste para professores

Também nesta quinta-feira, dessa vez por meio das redes sociais, Bolsonaro anunciou um reajuste de 33,24% no piso salarial de professores da educação básica. Com isso, o valor passa de R$ 2.886 para R$ 3.845.

Pelas redes sociais, ele disse que trata-se do maior aumento já concedido pelo governo federal desde o surgimento da lei do piso.

“Mais de 1,7 milhão de professores, dos Estados e Municípios, que lecionam para mais de 38 milhões de alunos nas escolas públicas serão beneficiados”, escreveu o presidente.

Ontem, Bolsonaro já havia antecipado a apoiadores a disposição em conceder a reposição. “Vou seguir a lei. Governadores não querem 33%. Eu vou dar o máximo que a lei permite, que é próximo disso”, afirmou.

Governadores e prefeitos estavam pressionando por um reajuste menor, já que Estados e municípios arcam com a maior parte do custo da folha da educação básica.

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