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Política

Bolsonaro comparece à PF, mas não presta depoimento

Defesa disse que optou por fornecer declaração por escrito, informando que ex-presidente exercerá direito ao silêncio

Jair Bolsonaro
Os advogados de Bolsonaro criticaram a condução da investigação pelo STF | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) compareceu à sede da Polícia Federal (PF), em Brasília, nesta quarta-feira, 18.

Mas ele não prestou o depoimento que estava previsto no inquérito sobre um grupo de empresários que defendiam ideias de golpe de Estado e ruptura democrática em troca de mensagens.

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A Polícia Federal encontrou uma mensagem de teor golpista no celular de um dos empresários, enviada em junho de 2022 pelo contato “PR Bolsonaro 8”.

Porém, a investigação não pode confirmar que esse contato pertencia ao então presidente.

O que diz Bolsonaro

Em declaração aos jornalistas em frente à sede da PF, Bolsonaro afirmou que seus advogados resolveram apresentar uma defesa por escrito à PF, informando que ele irá exercer o direito de silêncio, devido à “evidente atipicidade dos fatos investigados e da incompetência da Suprema Corte”.

Os advogados do ex-presidente criticaram a condução da investigação pelo STF.

“A minha presença aqui hoje é em função do inquérito, foi conhecido como dos empresários. Ok?”, disse Bolsonaro.

“Fui incluído nele depois de vários meses, tendo em vista a mensagem que eu havia que eu tinha passado, em especial, pra Meyer Nigri, que é empresário em São Paulo que eu conheço desde antes das eleições de 2018.”

Jair Bolsonaro
A defesa do ex-presidente pede o arquivamento do caso e afirma que não há provas de crimes e a Polícia Federal usa “argumentos tendenciosos” para “criar uma narrativa” contra Bolsonaro | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ex-presidente estava acompanhado dos advogados Daniel Tesser, Fabio Wajngarten e Paulo Bueno. Essa foi a quinta vez que Bolsonaro foi convocado a depor à PF no âmbito dos inquéritos de que é alvo.

“As mensagens que eu passei grande parte eram da própria imprensa. E a opção dos advogados é entregar as razões de defesa por escrito, continuar batendo na tecla da competência, que não é do Supremo nesse caso”, destacou o ex-presidente.

“Advogados entendem que é primeira instância. E sempre tivemos prontos pra colaborar.”

Seis empresários começaram a ser investigados no inquérito, mas hoje apenas Joseph Meyer Nigri, fundador da construtora Tecnisa, e Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, são investigados.

Os advogados de Bolsonaro pedem o arquivamento do caso. Eles afirmam que não há provas de crimes e que a PF usa “argumentos tendenciosos” para “criar uma narrativa” contra o ex-presidente.

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1 comentário
  1. Marcus Magalhães
    Marcus Magalhães

    Está difícil colar crimes nas costas do ex presidente nessa tentativa insana de equipara-lo com verme carniça de nove dedos .

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