Bolsonaro cristaliza base de apoio popular mesmo com a demissão de Moro

Presidente da República mantém a aprovação na faixa dos 30% observados desde as eleições de 2018. Avaliação atual se mantém desde o enfrentamento ao coronavírus
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Foto: EVARISTO SÁ/GETTY IMAGES
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Presidente da República sustenta aprovação na faixa dos 30% desde as eleições de 2018. Avaliação atual se mantém desde o enfrentamento do coronavírus

Foto: Evaristo Sá/Getty Images
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A demissão de Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, trouxe um impacto praticamente nulo ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Na verdade, ela cristaliza a massa de apoiadores do governo. E os dados vêm do Datafolha, instituto com quem o presidente vive às turras desde as eleições.

A mais nova pesquisa foi apurada e publicada após a saída de Moro. Os resultados, revelados ontem, segunda-feira 27, apontam uma aprovação de 33% para Bolsonaro. Em dezembro, 30% da população considerava o governo “bom” ou “ótimo”.

Com a margem de erro de 3 pontos para mais ou menos, isso significa que, além da saída de Moro não ter desidratado o governo, sua gestão é consentida por ainda mais brasileiros dentro da margem.

Mais recentemente, o próprio Datafolha mostrou que, apesar das várias críticas atribuídas ao governo, 33% da população avalia o desempenho de Bolsonaro em relação ao coronavírus como “ótimo” ou “bom”. Ou seja, o presidente cristalizou a base em relação à pesquisa de dezembro de 2019 e a manteve desde o início da pandemia.

Impeachment

Em 12 de abril, Oeste apontou a manutenção da margem de aprovação de Bolsonaro desde as eleições na faixa atual. Na pesquisa realizada em 1º e 2 de outubro de 2018 — cinco dias antes do primeiro turno —, o Datafolha atribui ao presidente uma “aprovação” na margem atual. Naquela época, a intenção de votos era de 32%.

Na véspera do primeiro turno, o então candidato Bolsonaro detinha 36% das intenções de voto. À época, analistas atribuíram o crescimento ao fenômeno de “antecipação do voto útil”. Ou seja, eleitores que cogitavam dar o voto a candidatos como Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB) e João Amoedo (Novo) passaram a apoiar o candidato do PSL.

Dentro da margem de erro da aprovação atual, Bolsonaro atinge os mesmos 36% obtidos por ele na véspera do primeiro turno. É prematuro aferir se os números atuais garantirão uma vitória do presidente no primeiro turno das eleições de 2022. Mas minam a possibilidade de impeachment, rejeitada por 48%, também segundo o Datafolha.

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11 comentários

  1. Sem falar que, além dos 33% de ótimo ou bom, o PR conta com 26% dos que acham o governo regular, segundo a pesquisa. Somando esses dois fatores, 59% dos brasileiros apoiam o governo. PR mantém uma base muito forte mesmo após esse período extremamente turbulento.

    1. Sem falar que muitos dos que agora não o apoiaram, poderão retornar com a saída desta crise e não querer entregar o país de novo para saber que estará sendo roubado pelos mesmos pilantras.

      1. Todo esse mimimi sobre Bolsonaro é que ele fala a linguagem do povo, fala o que tem que falar e principalmente não é corrupto e nao tem mutreta com ninguém ,como na época do PT, PMDB, P S D B e demais quadrilhas.

  2. So nao entendo como um cara inteligente como o Moro foi cair nessa alguem fez sim a cabeça dele e ta dando no que deu ate ta dizendo que nao e bem assim as interverencia do Bozo e que ele foi mal interpretado

  3. Apesar das barbeiragens, Bolsonaro continua com esse apoio popular, porque o povo cansou de ser espoliado pela República de Bandidos. Hoje, temos o MECANISMO, que representa tudo isso e Bolsonaro, cheio de defeitos como nós, mas protagonista dos melhores 15 meses de governo após a redemocratização. Bolsonaro respresenta o que todos nós sonhamos para o nosso país. Portanto, não vamos nos dispersar, continuemos sonhando.

    1. De pleno acordo com o Nilson, também apoio o governo Bolsonaro, apenas acho desnecessário tentarem desqualificar o Moro; assim como o JB, considero ambos honrados, honestos e patriotas, apenas erraram feio na atitude e na retórica ( troca de acusações); o momento não era adequado pra resolver esse assunto de cunho pessoal; nós fomos os prejudicados.
      Reitero meu apoio, mas com uma ressalva: os filhos do JB desde o início continuam contaminando a gestão do governo; oremos pra que ele consiga terminar o mandato.

  4. não nos esqueçamos que o DataFolha é da Folha, portanto, pouco confiável e imparcial…ninguém se lembra daquela pesquisadora do DataFolha flagrada na porta de uma penitencária fazendo pesquisa de intenção de voto para as eleições? conhecem algum preso ou sua familia que apoiem o Bolsonaro? mas era ali que ela estava…

  5. Isso é muito óbvio e percebido no nosso dia a dia. Mas infelizmente a grande extrema imprensa tenta negar. Honrosa exceção a vcs aqui na Oeste. Assim como chamam os apoiadores do Bolsonaro de robôs, vão dizer que as carreatas são compostas de transformers.

  6. Só lembrando: quem avalia um governo como regular, tende a apoiar o bom e não o ruim. Assim podemos afirmar que o presidente tem o apoio de aproximadamente 59% (33% bom e ótimo + 26% do regular).

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