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Política

Condomínio em que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar quer regulamentar o uso de drones no local

A administração emitiu comunicados para reforçar regras e responder a rumores que circulam entre os moradores

Bolsonaro discursa para apoiadores em ato na Avenida Paulista, na região central da cidade de São Paulo - 29/6/2025 | Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo
O deputado federal Luciano Zucco (PL-RS) afirmou que a bancada trabalha na elaboração do pedido | Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo

A rotina dos moradores do condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, na capital federal, tem sido impactada desde que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) iniciou a prisão domiciliar no local, em 4 de agosto. A administração do condomínio divulgou, nos últimos dias, comunicados para esclarecer regras e responder a rumores que envolvem o cotidiano dos residentes.

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Nesta terça-feira, 26, uma nova intervenção foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que ordenou à polícia do Distrito Federal o monitoramento em tempo real da prisão domiciliar de Bolsonaro. Esse acompanhamento ficará sob responsabilidade da Polícia Penal do DF, que poderá optar pelo uso de agentes armados e uniformizados, conforme sua avaliação interna. A Polícia Federal se colocou à disposição para colaborar, mas informou que precisaria posicionar agentes dentro da residência para garantir o monitoramento adequado.

Comunicados e regras no condomínio de Jair Bolsonaro

Entre os avisos emitidos pelo condomínio, está um informativo publicado em 12 de agosto sobre o uso de drones. O texto ressalta que o sobrevoo desses equipamentos deve respeitar a privacidade dos moradores e, caso seja feito sem autorização, pode configurar invasão de privacidade.

“Constatado que um drone esteja causando incômodo ou preocupação ao sobrevoar áreas comuns ou frações ideais do Condomínio, a equipe de segurança envidará esforços para identificar o operador e registrar a ocorrência”, descreve a nota.

Outro comunicado foi divulgado depois do dia 6 para refutar boatos acerca de possível expulsão de moradores. De acordo com a administração, a expulsão só ocorre mediante descumprimento repetido das normas internas, situação que não corresponde aos fatos recentes. “Quanto ao veiculado interesse de ‘expulsão’ de morador, trata-se de uma condição inexistente e atípica, pois não é de conhecimento e, tampouco, se apoia na legalidade.”

A casa onde Bolsonaro cumpre a prisão domiciliar é alugada e está situada em uma região de residências de alto padrão, a cerca de 20 minutos do Congresso Nacional.

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

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