O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve avaliar, nos próximos dias, um novo pedido da defesa de Jair Bolsonaro. Os advogados querem que uma dermatologista possa realizar consultas na residência onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar desde agosto.
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A solicitação foi entregue na noite desta terça-feira, 18. Os representantes do ex-presidente afirmam que o tratamento precisa seguir o ritmo indicado pelos médicos, que identificaram sete áreas com potencial de avanço do câncer de pele retirado em setembro, no Hospital DF Star.
Moraes já permitiu atendimentos médicos a Bolsonaro
O ministro do STF liberou consultas sem aval prévio em decisão anterior, mas manteve restrições para encontros com figuras do entorno político do ex-presidente. Agora, a defesa tenta incluir o acompanhamento dermatológico nesse protocolo e sustenta que o monitoramento regular é necessário para evitar o agravamento do quadro.
Segundo um especialista ouvido por Oeste, dermatologistas fazem esse tipo de vigilância com exames frequentes, mapeamento de pintas e registros fotográficos, que permitem comparar mudanças ao longo do tempo. O profissional verifica textura, cor e simetria das lesões e indica biópsias quando identifica sinais de risco para câncer de pele.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília, por supostamente violar medidas impostas em uma investigação que examina possível tentativa de coação que envolve o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o jornalista Paulo Figueiredo. Os dois se tornaram réus depois de deliberação unânime da Procuradoria-Geral da República, formalizada no sábado 15. Na semana passada, completaram-se cem dias da prisão do ex-presidente.
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