Bolsonaro pressiona STF pela reabertura da economia

Temendo por colapso industrial, presidente da República pediu colaboração do Judiciário. Toffoli cobra plano macro de gerenciamento de crise, com participação dos Três Poderes, dos estados e municípios
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Presidente eleito Jair Bolsonaro chega ao Congresso Nacional para a solenidade de posse | Foto: FABIO POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL
Presidente eleito Jair Bolsonaro chega ao Congresso Nacional para a solenidade de posse | Foto: FABIO POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

Temendo por colapso industrial, presidente da República pediu colaboração do Judiciário. Toffoli cobra plano macro de gerenciamento de crise, com participação dos Três Poderes, dos estados e municípios

Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) defendeu a flexibilização da reabertura econômica ao ministro Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Junto com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e comitiva demais ministros e empresários, eles expressaram a preocupação com as empresas, emprego e renda, além da saúde.

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Aproximadamente 10 milhões de empregos deixaram de existir, ressalta Bolsonaro. “Entre os 38 milhões de informais e autônomos, segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), esse pessoal perdeu 80% do seu poder aquisitivo. Alguns perderam 50% e outros zeraram”, declarou.

O presidente da República ressalta que a população sobrevive, basicamente, com o auxílio emergencial. Mas lembra que o benefício só dura mais dois meses. Guedes endossa. “Temos que salvar vidas e preservar os empregos. Nós lançamos a camada de proteção para os informais, para os mais frágeis, os mais idosos, e essa camada de proteção temos aí três, quatro meses que a população tem meios de subsistência”, alertou.

O presidente do STF mostrou sensibilidade com as preocupações apresentadas, mas manifestou o desejo de um planejamento e coordenação entre os Três Poderes e as esferas de poder. “Os senhores trouxeram a necessidade de um planejamento, que é exatamente um planejamento que seja organizado na volta da economia e do crescimento”, ponderou.

Comitê de crise

Para Toffoli, é fundamental propor essa organização e colocar todos para discutir o tema. “Isso é fundamental. Essa coordenação, que peço que o presidente, junto com o ministro (Guedes), chamando outros poderes, os estados, os representantes dos municípios, penso que é fundamental isso”, declarou.

O magistrado defendeu a formação de um comitê específico para gerenciar a retomada econômica. “Talvez um comitê de crise envolvendo a Federação e os poderes para, junto com os empresariados e os poderes, pensarem essa necessidade que temos de traduzir em realidade esse anseio, de trabalhar, manter empregos, produzir e manter uma sociedade em funcionamento. O Brasil é uma das sociedades mais complexas do mundo”, reconheceu.

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