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Política

Bolsonaro recebe visitas de Michelle e Jair Renan em prisão

O tempo destinado para o encontro com familiares foi limitado a 30 minutos, dentro da faixa das 9h às 11h, conforme as regras da unidade

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O ex-presidente Jair Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, depois de ter a prisão preventiva decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Depois de ser transferido para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, Jair Bolsonaro recebeu visitas familiares nesta quinta-feira, 27. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o vereador de Balneário Camboriú (SC) Jair Renan (PL), filho do ex-presidente, compareceram ao local em momentos distintos.

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Jair Renan chegou à sede da PF por volta das 9h15. Ao sair, relatou à imprensa que Bolsonaro “está muito mal” e “soluçou a noite inteira”, demonstrando preocupação com o estado emocional do pai. Michelle chegou cerca de dez minutos depois, às 9h25, mas não concedeu entrevistas antes nem depois do encontro com o ex-presidente da República.

Visitas restritas a Bolsonaro e articulações políticas

O tempo destinado para as visitas foi limitado a 30 minutos, dentro da faixa das 9h às 11h, conforme as regras da unidade. Jair Renan comentou os debates no Congresso Nacional a respeito de anistia ou redução das penas relacionadas aos atos de 8 de janeiro. Segundo ele, essas articulações são lideradas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Confio na liderança dele”, disse o vereador. “Todos aqueles políticos que se elegeram nas costas do Jair Bolsonaro estão fazendo tudo por ele, para libertar o homem.”

Michelle deixou as dependências da PF às 10h30 sem conversar com jornalistas. Desde sábado 22, Bolsonaro está sob custódia na sede regional da PF, depois de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou sua transferência por risco de fuga. Na terça-feira 25, o magistrado confirmou a condenação definitiva de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão pela liderança em uma suposta trama golpista.

Condições de custódia

No momento, o ex-presidente permanece em uma sala de Estado-Maior, área reservada onde não há contato com outros presos, e as condições são mais confortáveis que em presídios comuns. O espaço inclui um quarto de 12 m² equipado com televisão, ar-condicionado, banheiro privativo e escrivaninha.

Leia também: “A anistia inevitável”, artigo de Augusto Nunes e Branca Nunes publicado na Edição 255 da Revista Oeste

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