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Política

Boulos quer obrigar redes sociais a retirarem supostas fake news sem ordem judicial durante eleições

Deputado do Psol apresenta mudança na legislação para garantir a censura durante campanhas eleitorais

O deputado do Psol/SP, Guilherme Boulos: discurso em favor da censura, segundo jurista | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Boulos quer censurar redes sociais durante as eleições | Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O deputado Guilherme Boulos (Psol-SP) protocolou na Câmara um projeto que altera a Lei das Eleições para controlar o que será publicado nas redes sociais durante o período eleitoral. A proposta obriga as plataformas digitais a removerem supostas fake news, mesmo sem ordem judicial, e pode abrir caminho para a censura prévia.

“O provedor de aplicação de internet que permita a veiculação de conteúdo político-eleitoral (…) tomará providências razoáveis para prevenir ou minimizar, no âmbito e nos limites técnicos de seus serviços, a prática de ilícitos eleitorais e a veiculação de fatos notoriamente inverídicos ou gravemente descontextualizados que possam atingir a integridade do processo eleitoral”, diz a proposta.

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Em seguida, o texto afirma que “as providências decorrentes do exercício da função social e do dever de cuidado do provedor de aplicação de internet não dependem de notificação da autoridade judicial”.

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Além disso, o texto estabelece que as plataformas têm a responsabilidade de remover, limitar, deixar de recomendar ou monetizar conteúdos falsos, “antidemocráticos” ou que disseminem “discurso de ódio”. A decisão judicial pode determinar medidas ainda mais duras, como a suspensão de contas.

Boulos diz que é “urgente” mudar legislação

O projeto, protocolado nesta quinta-feira, 5, exige que as plataformas digitais atuem com “dever geral de cuidado, proporcional e razoável” para impedir a circulação de conteúdos ilegais. Segundo Boulos, a medida surge da “experiência recente das eleições brasileiras” e inclui a obrigação de impulsionar mensagens que desmintam “fato inverídico”.

“Durante o período eleitoral, o provedor de aplicação de internet será solidariamente responsável, civil e administrativamente, quando impulsionar, monetizar ou permitir mesmo que gratuitamente” a disseminação de conteúdos considerados falsos.

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Na justificativa, o deputado defende a ideia de que “é urgente modificar a legislação eleitoral para incorporar mecanismos céleres e eficazes em combater a desinformação e proteger os direitos fundamentais e políticos do eleitorado e dos atingidos pela desinformação.”

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3 comentários
  1. José Roberto Manfio
    José Roberto Manfio

    Brasil, está de uma forma interessante, onde o errado pensa que está certo, e o certo é considerado errado e condenado !
    Hoje em dia não ofendo ninguém, assim evito de ser julgado e receber uma pena 8 anos !

  2. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    O comuna, não se para de invadir, e incentivar invasões. Rapaz que tem o papai na USP, e nunca vai crescer.

  3. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    O comuna, não se para de invadir, e incentivar invasões. Rapaz que tem o papai na USP, e nunca vai crescer.

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