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Política

Brasil condena bombardeio conduzido por Israel no Líbano

Em nota, o Itamaraty também pediu ao governo israelense e ao grupo terrorista Hezbollah para 'se absterem de ações' que possam expandir o conflito

Segundo Israel, o alvo da ação era o comandante do grupo terrorista Hezbollah, Fu’ad Shukr, que, conforme o país, morreu no ataque | Foto: Reprodução/X

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) condenou, nesta quarta-feira, 31, o bombardeio aéreo conduzido pelas Forças de Defesa de Israel em uma área residencial na cidade de Beirute, capital do Líbano. Segundo Israel, o alvo da ação era o comandante do grupo terrorista Hezbollah, Fu’ad Shukr, que, conforme o país, morreu no ataque.

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Em nota [leia a íntegra ao final da reportagem], o governo brasileiro apelou ainda às autoridades israelenses e ao grupo terrorista para não realizarem novas ofensivas que possam expandir o conflito no Oriente Médio.

[O Brasil] exorta as autoridades israelenses e o Hezbollah a se absterem de ações que possam vir a expandir o conflito, com consequências imprevisíveis para a estabilidade do Oriente Médio e a segurança internacional”, informou o Itamaraty em nota.

+ Países reagem à morte de líder do grupo terrorista Hamas

O bombardeio ocorreu na terça-feira 30 em resposta a um ataque, que seria de autoria do grupo terrorista, às Colinas de Golã, ocupadas por Israel. O atentado nas Colinas matou 12 crianças e adolescentes e feriu 44 pessoas no final de semana.

Em nota, o Itamaraty informou que acompanha com “extrema preocupação” o aumento do conflito entre Israel e o Hezbollah. “A continuidade do ciclo de ataques e retaliações leva a espiral de violência e agressões com danos cada vez maiores, sobretudo às populações civis dos dois países”, comunicou o governo.

+ Líder supremo do Irã promete vingança a Israel por morte de chefe político do Hamas

O Brasil pediu ainda à comunidade internacional que recorra a todos os “instrumentos diplomáticos” para conter a escalada do conflito.

Nas últimas horas, o bombardeio no Líbano não é o único gerador de tensão no Oriente Médio. Nesta madrugada, o líder do grupo terrorista Hamas, Ismail Haniyeh, foi morto em Teerã, no Irã.

Ele era o principal nome do braço político do Hamas, sendo morto durante uma visita à posse do novo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, segundo o próprio Hamas. O Irã acusou Israel pelo assassinato do chefe do Hamas e prometeu “punição severa”, mas Israel não assumiu a autoria da morte.

Nota do governo brasileiro sobre o bombardeio no Líbano, que Israel assumiu autoria

“O governo brasileiro condena o ataque aéreo conduzido por Israel ontem, 30/07, em área residencial de Beirute.

O Brasil acompanha com extrema preocupação a escalada de hostilidades entre Israel e o braço armado do partido libanês Hezbollah. A continuidade do ciclo de ataques e retaliações leva a espiral de violência e agressões com danos cada vez maiores, sobretudo às populações civis dos dois países.

Desse modo, exorta as autoridades israelenses e o Hezbollah a se absterem de ações que possam vir a expandir o conflito, com consequências imprevisíveis para a estabilidade do Oriente Médio e a segurança internacional.

O governo brasileiro apela à comunidade internacional para que se valha de todos os instrumentos diplomáticos à disposição para conter imediatamente o agravamento do conflito.”

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3 comentários
  1. Serafim Dos A. Castro Neto
    Serafim Dos A. Castro Neto

    Enquanto isso dólar a 5,66. É o q temos para o Brasil. Pdm.

    1. David S
      David S

      Cada vez que este desgoverno abre a matraca, envergonha o país …….

  2. Julio Alves
    Julio Alves

    Que estranho, um governo tão zeloso o nosso, como se esqueceu de criticar o ataque do Hesbola que matou as crianças… estranho, muito estranho

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