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Política

Brasil vai aderir à ação da África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça

Ministro Mauro Vieira confirma decisão durante Cúpula do Brics no Rio

Mauro Vieira
Ministro de Relações Internacionais disse que Brasil está 'trabalhando nisso' | Foto: Reprodução/ YouTube

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, confirmou que o Brasil vai aderir à ação movida pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça, ligada à Organização das Nações Unidas. Essa informação foi dada em entrevista à emissora Al Jazeera, durante a Cúpula do Brics no Rio de Janeiro.

“Nós vamos”, disse Vieira. “Estamos trabalhando nisso, e você terá essa boa notícia em muito pouco tempo. Fizemos enormes esforços para chamar por negociações. Os últimos desenvolvimentos da guerra nos fizeram tomar a decisão de nos juntarmos à África do Sul na Corte Internacional.”

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Assista à entrevista completa (em inglês) abaixo:

Na semana passada, em nova petição à CIJ, a África do Sul acusou Israel de intensificar o conflito em Gaza e dar início a “uma nova e horrenda fase”. O documento cita ataques indiscriminados, vítimas em filas por alimentos e crianças mortas enquanto buscavam água.

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Por outro lado, Israel nega qualquer violação das leis internacionais. O governo de Benjamin Netanyahu classificou as acusações como “totalmente infundadas” e “moralmente repugnantes”.

Entrada no processo contra Israel pode gerar reação internacional

O Brasil atuará como terceira parte no processo que acusa Israel de cometer genocídio na Faixa de Gaza. Isso porque, para o Itamaraty, o governo israelense “deixa claro que vai continuar desprezando a diplomacia, fazendo o que bem entende contra os civis palestinos”, afirmou um diplomata à imprensa.

Saiba mais: “Itamaraty recomendou que Lula vetasse Dia da Amizade entre Brasil e Israel”

A iniciativa deve provocar reações por parte de Israel e pode ampliar as tensões entre o Brasil e os Estados Unidos.

O ex-chanceler Celso Amorim, atual assessor internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, declarou, no início do mês, que o Brasil deve manter relações com o país em nível mínimo e ser “muito severo no acordo de livre-comércio, talvez até suspendê-lo”. Segundo ele, o governo não pretende aceitar um novo embaixador indicado por Israel.

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