Marcelo Bretas, juiz federal aposentado compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), classificou os atos de 8 de janeiro de 2023 como “baderna”. Para ele, o episódio refletiu a frustração de pessoas que esperavam uma reviravolta política.
“Aquilo que se viu na Praça dos Três Poderes, dia 8 de janeiro, foi baderna”, disse em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. “As pessoas estavam frustradas, imaginaram que ia aparecer o Superman, o Hulk, ia mudar toda a história. Como isso não aconteceu, a transição do governo aconteceu, as pessoas saíram para o quebra-quebra.”
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Ao ser questionado sobre a suposta tentativa de golpe que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro, preferiu não comentar. “Prefiro, por hora, exercer a minha liberdade de opinião e não comentar o que eu acho que está acontecendo nesse processo de golpe.”
Em outro ponto da entrevista, Bretas falou sobre o que considera um clima de censura no país. Alegou que a liberdade de expressão desapareceu diante dos inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).
Bretas negou querer disputar cargos públicos
“Não existe liberdade, nesse dia de hoje, para opinar, a menos que seja a favor”, disse Bretas. “A favor, você sempre encontra meia dúzia de advogados nas redes de TV. A pessoa parece que está lendo um livro. Não acrescenta absolutamente nada e não é crível.”
Durante a conversa, negou intenção de disputar cargos públicos. A punição o deixou inelegível por oito anos, segundo a Lei da Ficha Limpa. Rejeitou qualquer ambição política. “Nunca tive e não tenho”, enfatizou. “Recebo muito pedido. Essa vaidade eu nunca tive.”





































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