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Política

Câmara aprova PEC do piso da Enfermagem

Piso salarial dos profissionais da enfermagem será de R$ 4.750; o de técnicos de enfermagem, de R$ 3.325; e o de auxiliares e de parteiras, de R$ 2.375

Câmara aprova Piso da Enfermagem
Crédito: Pixabay

A Câmara dos Deputados aprovou, no começo da noite desta terça-feira, 12, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 11/2022, que estabelece o piso nacional para enfermeiro, técnico, auxiliar e parteiro. O texto foi aprovado com 425 votos favoráveis, sete contrários e uma abstenção. A Câmara ainda precisa aprovar em segundo turno a matéria. Como há acordo, a previsão é que seja votada sem alterações. Assim que finalizada a votação, o texto será encaminhado para promulgação do Congresso Nacional, para que as regras possam ser implementadas.

Pela PEC, o piso salarial dos profissionais da enfermagem será de R$ 4.750; o de técnicos de enfermagem, de R$ 3.325; e o de auxiliares e de parteiras, de R$ 2.375. A aprovação foi fruto de um acordo firmado entre as lideranças partidárias, e tem objetivo de assegurar o cumprimento do Projeto de Lei 2564/20, que estabeleceu os pisos e já foi aprovado na Câmara no Senado, mas que somente será enviado para sanção quando a fonte de financiamento for definida. Isso quer dizer que outros projetos, prevendo a destinação de recursos para fazer frente ao aumento do piso dessas categorias, terão de ser aprovados.

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“Estamos no momento de dar segurança jurídica a essa categoria que é tão importante a nós e que mostrou sua força mais do que nunca neste período de pandemia”, afirmou o líder do PDT, deputado Wolney Queiroz (PE).

O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), reforçou a importância da categoria e pediu que os parlamentares unam forças também em defesa do piso salarial de outras categorias.

“O governo reconhece o trabalho feito pelos enfermeiros durante a pandemia. É muito importante esse reconhecimento dos enfermeiros, mas importante também de outras categorias”, afirmou.

Uma das principais polêmicas em torno do projeto se deu em torno das questões orçamentárias. A estimativa é que a medida cause impacto de R$ 16 bilhões nas folhas de pagamentos dos setores público e privado

O presidente Jair Bolsonaro já chegou a dizer que pretende sancionar a proposta, mas aguarda justamente a fonte de custeio no setor público. Na semana passada, prefeitos estiveram em Brasília pedindo aos parlamentares para que a PEC não fosse votada, justamente por temer os impactos nas contas públicas.

Custeio do piso

A deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), que coordenou grupo de trabalho sobre o impacto financeiro do piso e também foi relatora da comissão especial da PEC 11/2022, disse à época da aprovação do PL na Câmara, em maio, que, para as empresas privadas, deverá ser suficiente a retirada das contribuições sociais da folha de salários. Essas empresas passariam a pagar as contribuições sobre o faturamento, como já fazem outros 17 setores. Além disso, seria eliminada a contribuição para o Sistema S.

Segundo a deputada, outra fonte de recursos seria a destinação de uma parcela da arrecadação com a regulamentação dos jogos de azar, que a parlamentar acredita que poderia aumentar de 4% para 12% no projeto que está no Senado. Além disso, há a possibilidade de destinar para o setor 3,5% da tributação com a exploração mineral, disse ela.

“Um justo reconhecimento à enfermagem. Lutamos por vencimentos mais dignos há mais de 30 anos. A enfermagem brasileira merece mais que aplausos, merece salários dignos”, afirmou a relatora.

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3 comentários
  1. ELIAS FELD
    ELIAS FELD

    Aplaudir essa medida é fácil, afinal a classe laboriosa da enfermagem merece um piso salarial digno. O difícil será pagar a conta que será rateada entre a sociedade via aumento de impostos e majoração das mensalidades dos planos de saúde. Porque não se deve esquecer jamais aquela afirmação de que inexiste almoço grátis.

  2. Ayrton Pisco
    Ayrton Pisco

    Mais uma grande bobagem populista.
    Quem determina preços de serviços e mercadorias é o mercado, o resto é socialismo.
    Governo não tem que arbitrar preço de nada, quando o faz, a consequência é distorcer o mercado.
    O triste é que as pessoas não percebem esta armadilha, e muitos dos que se consideram de direita aplaudem esta medida.

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