Câmara aprova piso para profissionais da enfermagem

Apenas o Novo declarou voto contrário ao texto
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Plenário da Câmara dos Deputados | Foto: Afonso Marangoni/Revista Oeste
Plenário da Câmara dos Deputados | Foto: Afonso Marangoni/Revista Oeste

Por 449 a 12, a Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira, 4, a criação do piso salarial de enfermeiros, técnicos de enfermagem e parteiras. A proposta deve seguir para sanção presidencial, mas ainda depende de acordo sobre fontes de financiamento.

O projeto define como salário mínimo inicial para os enfermeiros o valor de R$ 4.750, a ser pago nacionalmente pelos serviços de saúde públicos e privados. Nos demais casos, haverá proporcionalidade: 70% do piso dos enfermeiros para os técnicos de enfermagem; e 50% para os auxiliares de enfermagem e as parteiras.

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“Conforme assumido com a enfermagem brasileira, não será na semana que vem que este projeto seguirá para sanção presidencial, mas sim tão logo garantirmos o respectivo financiamento”, disse a relatora da proposta, deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC).

O texto prevê ainda a atualização monetária anual do piso da categoria com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e assegura a manutenção de salários eventualmente superiores ao valor inicial sugerido, independentemente da jornada de trabalho para a qual o profissional tenha sido contratado.

Carmen Zanotto destacou que a pandemia evidenciou ainda mais a importância de valorizar os profissionais de saúde. “A enfermagem, juntamente com outros profissionais de saúde, esteve na linha de frente no combate à transmissão da covid-19, arriscando a própria a vida, e participa ainda de forma efetiva na vacinação dos brasileiros”, afirmou.

O projeto teve o voto favorável da ampla maioria da Casa. Apenas o Novo declarou voto contrário. O líder do partido, deputado Tiago Mitraud (MG), criticou a proposta por ter alto impacto orçamentário.

“Este projeto vai acabar com a saúde brasileira porque vamos ver as santas casas fechando, leitos de saúde fechando e os profissionais que hoje estão aqui lutando pelo piso desempregados porque os municípios não conseguirão pagar esse piso”, afirmou.

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2 comentários Ver comentários

  1. Ninguém mexe no bolso de Politico não é? Fundo Partidário, uma fortuna gasta em Brasilia para manter o péssimo serviço prestado a sociedade Brasileira, mordomias, é uma festa, uma bagunça com dinheiro Publico, mas na hora de reconhecer uma categoria que na maioria e mal remunerada ai vai quebrar?

  2. Quem vai pagar a conta hospitais filantrópicos ou particulares o fundão partidário !! E os outros profissionais que trabalharam na frente do covid como ficam ! Vcs acham justo mesmo salário p São Paulo c pequenas cidades do interior!! Salário tem que ser p região certo por município. No covid não foi assim cada município fez o que quiz . Não que enfermagem não merecem mas quem VAI PAGAR a conta. . Os deputados!! Não ,vai p Hospitais que vai ocorrer …com certeza desemprego , pq nenhum hospital a não ser de São Paulo que não alterou muito vão Quebrar e aí , como fica !!

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