A Câmara de Vinhedo (SP) aprovou na segunda-feira, 8, um projeto que impede hospitais e instituições financiadas com recursos públicos de realizarem ou custearem bloqueadores hormonais, hormônios cruzados ou cirurgias de transição de gênero em menores de 18 anos.
A proposta, do vereador Malcon Mazzucatto (União Brasil), foi apresentada sob a justificativa de proteger crianças de procedimentos considerados irreversíveis.
Receba nossas atualizações
O texto determina que a regra vale mesmo com autorização dos pais. Jovens que buscarem atendimento na rede pública deverão ser encaminhados para acompanhamento psicológico e médico por, no mínimo, dois anos. O Conselho Tutelar avaliará o ambiente familiar e possíveis influências externas, e as famílias receberão material técnico.
Penalizações
A lei estabelece multa de mil Unidades Fiscais do Município (UFM) para responsáveis e de 2 mil UFM para instituições que descumprirem a norma, com valores dobrados em caso de reincidência. O montante arrecadado será destinado a ações educativas sobre desenvolvimento infantil.
Mazzucatto afirma que a medida tem caráter preventivo, não ideológico. “Nossa prioridade é proteger as crianças”, disse o vereador. “Não podemos permitir que menores sejam submetidos a procedimentos permanentes. Enquanto uns gritam, nós assumimos a responsabilidade de fazer o que precisa ser feito”.
As consequências de procedimentos de transição de gênero

As possíveis consequências de bloqueadores hormonais e cirurgias de transição em menores de idade variam conforme o procedimento, o tempo de uso e o acompanhamento clínico.
No caso dos bloqueadores da puberdade, estudos apontam efeitos como impacto na densidade óssea, alterações de humor, possível atraso no desenvolvimento sexual e dúvidas sobre efeitos de longo prazo, já que a literatura ainda é limitada. Há debate científico sobre se o tratamento pode alterar a fertilidade futura, sobretudo quando combinado a hormônios cruzados.
+ Leia mais notícias de Política em Oeste
Já os hormônios cruzados, quando iniciados antes da maioridade, podem gerar mudanças corporais que, em parte, são permanentes. Entre os riscos descritos estão alterações cardiovasculares, metabólicas, possível infertilidade e necessidade de acompanhamento médico contínuo.
As cirurgias de transição — mastectomia, cirurgias genitais ou outras intervenções — envolvem riscos inerentes a qualquer procedimento cirúrgico, como infecção, necessidade de revisões e possíveis complicações funcionais ou estéticas. São consideradas irreversíveis e exigem avaliação psicológica e médica rigorosa.





































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.