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Política

Câmara dos Deputados tem número de funcionários muito acima do G7

Quadro de pessoal em Brasília é quase 180% maior que a média das nações mais ricas do mundo

Cerimônia de posse de funcionários públicos na Câmara dos Deputados, em agosto de 2024 | Foto: Reprodução/Twitter/X
Cerimônia de posse de funcionários públicos na Câmara dos Deputados, em agosto de 2024 | Foto: Reprodução/Twitter/X

A Câmara dos Deputados no Brasil abriga hoje cerca de 14 mil funcionários diretos. O número impressiona quando comparado ao padrão internacional. Nos países do G7 — grupo que reúne as maiores economias democráticas do mundo (EUA, Alemanha, Japão, Reino Unido, França, Itália e Canadá) —, a média de servidores parlamentares gira em torno de 5 mil por país.

A Câmara brasileira, desse modo, mantém um quadro quase 180% maior do que a média das nações mais ricas do planeta. O contraste aumenta quando se considera a renda nacional. Apesar de ter um PIB per capita muito inferior ao dos integrantes do G7, o Brasil sustenta uma máquina legislativa proporcionalmente mais cara. 

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Câmara: cargos ‘ultrapassados’ em meio a privilégios

Enquanto a Câmara dos EUA emprega cerca de 10 mil pessoas para atender 435 deputados, em Brasília a estrutura alcança patamares que superam até o Parlamento alemão, referência em complexidade legislativa. Além do tamanho da folha, Brasília chama a atenção pela variedade de cargos. 

Há funções raras ou inexistentes em parlamentos estrangeiros. Alguns exemplos: museólogos, engenheiros de segurança do trabalho, médicos de carreira permanente e até técnicos especializados em documentação e informação legislativa. 

Leia também: “A oposicão precisa salvar a CPI e se salvar”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 285 da Revista Oeste

Em muitos países, essas atribuições se enquadram em prestações de serviço temporário ou terceirizado, não integrando o quadro fixo de pessoal. Além disso, norte-americanos, europeus e asiáticos procuram explorar recursos tecnológicos para ganhar mais produtividade e, ao mesmo tempo, reduzir custos com pessoas e infraestrutura. 

Apesar do contingente elevado, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), autorizou na última quinta-feira, 11, a realização de um novo concurso público. Serão abertas vagas para analistas e técnicos legislativos, com salários iniciais de R$ 34,8 mil e R$ 26,1 mil, respectivamente.

A decisão, anunciada durante a apresentação da agenda de gestão 2025-2027, reforça a percepção de que o Legislativo brasileiro segue na contramão das principais democracias do mundo: mais servidores, mais custos e mais pressão sobre os cofres sustentados pelos pagadores de impostos.

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1 comentário
  1. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    E como um animal da família suíno, a fêmea não tem mais tetas para alimentar tantos hipócritas.

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