Cara de pau? PT apresenta impeachment de Bolsonaro

Peça é assinada por esquerdistas, aponta supostos crimes de responsabilidade do presidente e chama Moro para ser testemunha
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Gleisi e Dilma | Foto: Rede Social
Gleisi e Dilma | Foto: Rede Social

Peça é assinada por esquerdistas, aponta supostos crimes de responsabilidade do presidente e chama Moro para ser testemunha

Gleisi assina peça quatro anos após criticar “golpe” | Foto: Rede Social
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Quatro anos após o PT “denunciar” o tal golpe por conta do impeachment da ex-presidente Dilma Rousssef, agora é a vez do partido apresentar um pedido de afastamento presidencial contra o presidente Jair Bolsonaro.

Esse pedido de impeachment coletivo foi protocolado na Câmara na manhã desta quinta-feira, 21, e teve apoio de vários partidos de esquerda entre os quais o PCdoB e o Psol. Também assinaram a peça partidos nanicos e radicais como PCO, PSTU, PCB e Unidade Popular e entidades ligadas à movimentos sindicais e organizações estudantis ligadas ao PT.

A peça acusa o presidente de ter cometido seis crimes de responsabilidade. Entre os quais, ter supostamente incentivado atos anti-democráticos; ter interferido politicamente na atividade da Polícia Federal (PF) para favorecer familiares e ter ignorado as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) relacionadas à pandemia do coronavírus.

Na peça, o PT solicita o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro para ser uma das testemunhas de acusação sobre o episódio, ainda em fase de investigação pela Procuradoria-Geral da República (PGR), relacionado à uma suposta interferência no comando da PF. Apesar do pedido petista, a denúncia dependerá de aval do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para ter algum seguimento.

Protestos x Moro

Sobre os protestos populares realizados nas últimas semanas e que o PT chamou de “anti-democráticos”, o partido alega que há uma “atuação constitucionalmente inescrupulosa por parte do Presidente da República, em contrariedade às elevadas obrigações imprescindíveis ao exercício do cargo”. “Tais manifestações adotaram, por conseguinte, um inflamado tom de protesto contra supostas perturbações ou restrições à implementação de medidas e decisões pelo Presidente da República, atribuídas aos demais poderes, cujo regular desempenho passou a ser objeto de repúdio público nessas ocasiões”, descrevem os petistas e esquerdistas.

Em relação às denúncias feitas pelo ex-ministro Sérgio Moro, o PT, que tanto criticou Moro quando ele determinou a prisão do ex-presidente Lula e até a própria Polícia Federal por conta das investigações da Operação Lava Jato, agora alega: “Essas intenções de uso do aparato policial judiciário como se fosse a Polícia Federal um tipo de polícia particular, polícia política, polícia de governo ou polícia do Presidente, haviam sido confessadas pelo Denunciado em pronunciamento ocorrido no dia 24/4/2020. Na ocasião, o Denunciado, confirmando parte das acusações do ex-Ministro Sérgio Moro, confessa que, em inúmeras ocasiões, procurou interferir e influenciar a condução de investigações da Polícia Federal, como nos casos do atentado que sofrera em Juiz de Fora, ainda na campanha presidencial, e no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco”, descreve o partido.

Confira a peça na íntegra

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