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Política

Carlos Bolsonaro compara Moraes a Maduro e Ortega

O vereador carioca afirma que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, está preso sem julgamento e acusa o STF de autoritarismo

Carlos Bolsonaro
Vereador carioca afirmou que a defesa de Bolsonaro entregou ao STF documentos médicos que listam inúmeras condições de saúde | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos) publicou, nesta terça-feira, 19, uma nota no Instagram com críticas à prisão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele “já está há 32 dias preso com tornozeleira eletrônica e censurado, sem julgamento e sem o seguimento do devido processo legal, tendo leis sendo rasgados e os direitos fundamentais jogados na lata do lixo”, diz o texto.

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Na publicação, Carlos também compara, embora sem citar nominalmente, as ações do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, com os métodos repressivos dos ditadores da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Nicarágua, Daniel Ortega.

“Calar opositores e tratar como criminoso quem ousa discordar”, critica o vereador carioca. “Fabricar narrativas oficiais, onde só as versões do regime podem ser reproduzidas. Blindar aliados e perseguir adversários, numa seletividade grotesca. Usar a imprensa e o mercado como sustentação, para dar aparência de ‘normalidade democrática’.”

“Processo sofisticado de autoritarismo”, diz Carlos Bolsonaro

Na publicação, Carlos diz que o Brasil vive um sistema de controle da informação, perseguição a adversários e censura disfarçada de defesa da democracia. O vereador também afirmou que, se nada mudar, “em 2026 não haverá surpresas, apenas a consolidação daquilo que vem sendo ensaiado há anos”.

Leia também: “Moraes diz que STF atua como ‘vacina’ contra autocracia”

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, por determinação de Moraes. O ministro é relator de ações que investigam a suposta tentativa de golpe de Estado depois das eleições de 2022. Ele também conduz processos sobre acusações de incitação a militares e agentes públicos para questionar o resultado eleitoral.

Nesta segunda-feira, 18, em entrevista ao jornal norte-americano The Washington Post, Moraes afirmou que não há possibilidade de “recuar um milímetro sequer” diante do que chama de ataques à democracia. Segundo o ministro, as medidas adotadas são necessárias para preservar a ordem constitucional.

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