A saída de 11 secretários estaduais no Rio de Janeiro marca um novo capítulo no cenário político fluminense, com a exoneração anunciada pelo governador Cláudio Castro (PL), na sexta-feira 20. Os ex-titulares das pastas deixam seus cargos para disputar vagas nas eleições previstas para outubro.
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A medida ocorre enquanto cresce a possibilidade de o próprio Castro renunciar ao comando do Executivo estadual, na próxima segunda-feira 23, caso avance o processo de cassação de seu mandato no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O julgamento, que trata de suspeitas relacionadas à eleição de 2022, já conta com dois votos favoráveis à condenação de Castro, e a análise foi suspensa por pedido de vista do ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). A retomada está marcada para o dia 24.
Exonerações e nomes envolvidos
Entre os exonerados estão Alexandre Isquierdo (União Brasil), Anderson Moraes (PL), Bernardo Rossi (Solidariedade), Bruno Dauaire (União Brasil), Douglas Ruas (PL), Felipe Curi, Gustavo Tutuca (PP), Luiz Martins, Rosangela Gomes (Republicanos), Uruan Cintra de Andrade e Vinícius Farah (União Brasil). Eles ocupavam pastas como Envelhecimento Saudável, Ciência e Tecnologia, Turismo, Trabalho e Renda, entre outras.
O TSE investiga se houve abuso de poder político e econômico por parte do governo fluminense durante as eleições, especialmente em contratações temporárias feitas pela Ceperj e pela UERJ. O desfecho desse julgamento pode impactar diretamente a continuidade da gestão de Castro no Rio de Janeiro.
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