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Política

Castro volta a criticar limites do STF a ações policiais nas favelas do Rio de Janeiro

Governador diz que decisões favoreceram avanço do crime organizado e defende ajustes na PEC da Segurança Pública

Cláudio Castro
Para Cláudio Castro, a 'polícia tem que ser livre para fazer o trabalho dela' | Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), voltou a criticar, nesta terça-feira, 25, as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que restringiram operações policiais em favelas. Segundo ele, as limitações da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635, a “ADPF das Favelas”, favoreceram a expansão do Comando Vermelho para outros Estados.

“De 2019 a 2023, a instituição criminosa que mais cresceu foi o Comando Vermelho, exatamente em virtude da ADPF”, disse o governador fluminense durante audiência em comissão especial da Câmara dos Deputados. “Tem cinco anos de besteirada para a gente poder limpar; essa limpeza só começou, e no Rio a gente não vai parar.”

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Castro mencionou a megaoperação na Penha e no Alemão, que deixou 121 mortos, e destacou que 40% deles eram de outros Estados do país. Para ele, o caso demonstra a dimensão nacional do problema. “Se não resolvermos o Rio, dificilmente conseguiremos resolver o Brasil.”

Cláudio Castro faz críticas à PEC da Segurança Pública

Além disso, Castro reforçou a cobrança de ajustes na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, de autoria do governo federal. Ele defendeu maior autonomia das forças policiais e criticou o formato atual do conselho previsto no projeto, que concentra poder no governo federal. O governador também sugeriu reduzir o colegiado para “dez a 12 vagas”.

Ele também pediu que a União ressarça Estados quando policiais estaduais atuarem em crimes de competência federal. Para o governador fluminense, isso evitaria sobrecarga financeira e permitiria ampliar o enfrentamento às facções criminosas.

As sugestões serão avaliadas pelo relator da PEC do Crime Organizado, deputado federal Mendonça Filho (União-PE). O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), prevê entregar o relatório em 4 de dezembro.

Leia também: “A vez da segurança pública”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 297 da Revista Oeste

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