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Política

CCJ da Câmara aprova redução da maioridade penal

Ao todo, foram 44 deputados favoráveis e 18 contrários; para a PEC seguir em tramitação, Motta precisa criar a comissão especial para discutir a proposta

CCJ da Câmara
Sessão da CCJ da Câmara durante discussão da PEC da redução da maioridade penal para 16 anos | Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou, nesta quarta-feira, 10, a admissibilidade da PEC 32/2015, que trata da redução da maioridade penal para 16 anos

Ao todo, foram 44 deputados favoráveis à proposta e 18 contrários. Não houve abstenção na votação da PEC, que durou quase três horas.

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Agora, para que a matéria siga em tramitação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), precisa criar a comissão especial para a discussão da proposta. 

Resultado placar maioridade penal CCJ Câmara
Placar da votação da PEC da maioridade penal na CCJ da Câmara | Foto: Divulgação/YouTube

O relator da proposta na CCJ, deputado Coronel Assis (PL-MT), já havia apresentado um parecer favorável pela admissibilidade da PEC no fim de maio — contudo, a votação foi adiada depois de um pedido de vista coletivo feito por deputados de esquerda.

O texto original previa a chamada “plena maioridade civil e penal” aos 16 anos, mas o relator propôs ajustes para restringir a proposta à responsabilização criminal de adolescentes.

 Coronel Assis (PL-MT)
O relator da PEC da maioridade penal na CCJ da Câmara, deputado Coronel Assis (PL-MT) | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

No parecer, O ponto central do parecer é a defesa da admissibilidade da proposta. Coronel Assis sustentou que a maioridade penal aos 18 anos não é cláusula pétrea e pode ser alterada por emenda constitucional. O parecer reconhece que, mesmo com eventual redução da maioridade penal, jovens responsabilizados criminalmente precisam ter garantias preservadas.

  • Reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos;
  • Torna adolescentes de 16 e 17 anos penalmente imputáveis; e
  • Permite que passem a responder criminalmente como adultos.

Tratamento separado dos adultos

O parecer reconheceu que, mesmo com eventual redução da maioridade penal, jovens responsabilizados criminalmente precisam ter garantias preservadas.

Entre elas estão a separação dos adultos, acesso a tribunal especializado e vedação a penas cruéis, degradantes, de morte ou prisão perpétua. Segundo o relator, essas exigências decorrem dos tratados internacionais ratificados pelo Brasil.

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3 comentários
  1. Renato Perim
    Renato Perim

    Até o Supremo declarar inconstitucional essa PEC. Aí tudo volta como era antes. Estaca zero de novo. Aguardem.

  2. David S
    David S

    O seguimento desta proposta, depende do garoto de recados, Hugo office boy Mota.
    O gajo vai esperar as ordens dos……

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