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Política

CGU recomenda que INSS pare de intermediar descontos

Depois da investigação que revelou fraudes e falhas nos controles internos, órgão submeteu a proposta ao Ministério da Previdência Social

Prédio da Controladoria-Geral da União, um dos órgãos que desvendou escândalo do INSS CGU
CGU, em Brasília: série de processos para desvendar movimentações financeiras fraudulentas no INSS | Foto: Divulgação/CGU

A Controladoria-Geral da União (CGU) recomendou, em relatório publicado nesta terça-feira, 6, que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) cesse a intermediação dos descontos de mensalidades associativas em aposentadorias e pensões.

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A proposta será submetida ao Ministério da Previdência Social, para ser descontinuada a averbação desses descontos. O órgão ressaltou que o INSS não tem obrigação legal de realizar essa intermediação. Manifestou, ainda, que os segurados dispõem de alternativas para o pagamento direto de suas mensalidades.

Uma auditoria da CGU sugeriu que a atividade de intermediação impacta significativamente o fluxo de trabalho dos servidores do INSS. Dessa forma, contribui para o aumento das filas de atendimento. Além disso, constatou fragilidades nos controles internos do órgão para a realização desses descontos.

Esse fato motivou a investigação, depois de visitas a 29 entidades que mantêm acordos de cooperação técnica com o INSS.

As cobranças indevidas do INSS

Operação Sem Desconto
Operação Sem Desconto, deflagrada em abril | Foto: Divulgação/PF

No âmbito legal, a Lei 8.213/1991 autoriza descontos em aposentadorias e pensões referentes a mensalidades de sindicatos e associações, desde que haja autorização dos filiados. Em 2022, foram publicadas duas instruções normativas que regulamentam esses descontos.

Leia mais: “Onde os idosos não têm vez”, artigo de Tiago Pavinatto publicado na Edição 267 da Revista Oeste

Porém, o INSS pode revogar tais normas caso julgue necessário, uma vez que a lei prevê a possibilidade do desconto, mas não impõe a obrigação de o instituto realizar a intermediação.

As irregularidades descobertas tiveram consequências no cenário político brasileiro. O escândalo resultou no afastamento de servidores da cúpula do INSS, na saída do então presidente Alessandro Stefanutto e também na renúncia do então ministro da Previdência, Carlos Lupi.

Leia também: “Engrenagem da corrupção”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 267 da Revista Oeste

A Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela CGU, investiga suspeitas de desvio de dinheiro, envolvimento de servidores, adesões de aposentados sem consentimento e falsificação de assinaturas. O prejuízo pode superar os R$ 6 bilhões.

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5 comentários
  1. MARCELO GONÇALVES VILLELA
    MARCELO GONÇALVES VILLELA

    Os órgãos da administração pública deveriam ser proibidos de intermediar descontos em contracheques.

  2. Amaury G Feitosa
    Amaury G Feitosa

    MELHOR ROUBAR DE FORMA DIRETA ???
    Estou de pleno acordo, chega de intermediários.

  3. Andrea Luchetta Milani
    Andrea Luchetta Milani

    SL
    Recomendar isso é palhaçada.
    Deve ser cancelado todos já.
    INSS NÃO É BANCO. QUE CADA UM FAÇA SUAS COBRANÇAS.

  4. Luiz Ricardo Assis
    Luiz Ricardo Assis

    7 de 9 convênios foram assinados por Bolsonaro. Que por sua vez barrou a PF de investigar. Pilantra

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