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Hugo Motta, eleito deputado em 2010, tornou-se o presidente mais jovem da Câmara em fevereiro de 2025, com 444 votos. Sua trajetória política inclui alianças com figuras como Eduardo Cunha e Rodrigo Maia. No entanto, sua ascensão é acompanhada de questionamentos sobre o patrimônio familiar, que, em 2022, declarou bens de R$ 1,1 milhão, enquanto uma empresa da família adquiriu R$ 5,8 milhões em imóveis.
Em 2009, Hugo Motta percorria as ruas de Patos, no sertão paraibano, em busca de votos. Tinha 20 anos. Pouco mais de 15 anos depois, tornou-se o deputado mais jovem a assumir a presidência da Câmara.
Eleito para o primeiro mandato em 2010, Motta cresceu politicamente sob a proteção de nomes centrais do Congresso. Aproximou-se de Eduardo Cunha, presidiu a CPI da Petrobras e, depois da queda do antigo aliado, reposicionou-se ao lado de Rodrigo Maia e Arthur Lira.
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Em fevereiro de 2025, chegou ao comando da Câmara, com 444 votos, o segundo maior resultado para o cargo desde o início da série histórica, em 1971.
O patrimônio de Hugo Motta
A ascensão, contudo, veio acompanhada de dúvidas sobre patrimônio e negócios da família. Na eleição de 2022, Motta declarou bens de R$ 1,1 milhão. No mesmo período, uma empresa em nome da mulher e dos filhos comprou R$ 5,8 milhões em imóveis, incluindo um terreno no Lago Sul, em Brasília, e uma fazenda de 287 hectares na Paraíba.
A família Motta Wanderley exerce influência política no interior paraibano há mais de 70 anos. Avós, pai, padrasto e outros parentes ocuparam cargos de prefeito e deputado. Parte deles também apareceu em investigações, processos e operações policiais, embora alguns casos tenham terminado em absolvição ou arquivamento.
À frente da Câmara, Motta passou a controlar uma das posições mais estratégicas de Brasília: a definição da pauta. Reportagem publicada na Edição 330 da Revista Oeste mostra como o presidente da Casa Baixa usa essa prerrogativa para negociar com governo e oposição, enquanto busca fortalecer o projeto eleitoral do pai, Nabor Wanderley, ao Senado.
Outro ponto ainda sob apuração envolve a relação de Motta com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Mensagens encontradas pela Polícia Federal mostram pedidos do deputado ligados a um empréstimo de R$ 22 milhões para uma empresa de sua cunhada. Motta nega irregularidades.

Na Edição 330 da Revista Oeste, a reportagem reconstitui a trajetória política de Hugo Motta, investiga a expansão patrimonial de seu núcleo familiar e mostra como o presidente da Câmara transformou alianças, controle de pauta e relações empresariais em instrumentos de poder. Assine já.
CHAMAR DE ASCENÇÃO A CARREIRA DE VERME É UMA PIADA !
E pensar que a direita votou, nessa coisa, de maneira quase unânime; não me conformo até hoje!!!