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Política

Cid Gomes descarta palanque com Ciro em 2026 no Ceará

Senador critica aproximação do irmão com partidos de direita e aliados locais de Bolsonaro

Cid e Ciro Gomes
Os irmãos CId e Ciro Gomes, que fizeram carreira política no Ceará | Foto: Reprodução/ Facebook

O senador Cid Gomes (PSB-CE) afirmou, no sábado 23, que não dividirá o palanque com seu irmão Ciro Gomes (PDT) caso ele dispute o governo do Ceará em 2026 com apoio de partidos considerados de direita, como o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A declaração ocorreu depois da inauguração da nova sede do PSB em Várzea Alegre, município cearense. De acordo com Cid, Ciro “está mudando de rumo”. Ele também afirmou que “não se vê” no mesmo grupo de antigos adversários políticos da família.

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“Eu mantenho a minha coerência, estou do mesmo lado em que estive a vida inteira”, disse Cid. “Quem mudou foram eles. E, mudar para ter uma condição diferente, tudo bem; mas mudar para se juntar ao que sempre colocamos como gente que tem feito mal ao Ceará? Para mim, não faz sentido, me perdoe.”

Cid critica Ciro por se aproximar da ‘direita’ no Ceará

Ciro deve deixar o PDT e se filiar ao PSDB, legenda que planeja lançá-lo como principal candidato ao governo estadual. Por sua vez, Cid afirmou que essa será a maior dificuldade de sua vida política.

“Eu não consigo me imaginar ao lado do Capitão Wagner [União]; eu não consigo me imaginar ao lado desse federal, o André [Fernandes], que foi candidato a prefeito de Fortaleza”, continuou Cid. “Ele [André Fernandes] quase ganha a eleição, mas me perdoe. Qual é o predicado que um rapaz desse tem? Qual é a experiência? Qual é o atributo? Nada, nada, e eu não vou nem falar da baixaria. Então, eu não consigo me ver desse lado”

O deputado federal André Fernandes (PL) é próximo de Jair Bolsonaro, mas, durante o segundo turno das eleições municipais de 2024, ao concorrer contra o petista Evandro Leitão, buscou evitar associação direta com o ex-presidente. Ao contrário, ele usou como estratégia uma aproximação com o ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Claudio (PDT) e com Ciro.

O ex-ministro, por sua vez, depois de uma série de tentativas frustradas de se alçar à presidência do país, mas sem conseguir chegar nem mesmo ao segundo turno, rompeu com os irmãos e critica duramente o PT a nível local e nacional. Agora, visando ao governo do Ceará em 2026, tem se encontrado com frequência com políticos da oposição ao PT e, muitos, do PL de Bolsonaro.

Em maio, depois de reunião com opositores, Ciro declarou apoio à candidatura do deputado estadual Alcides Ferreira (PL) ao Senado, em eventual composição em que o partido também apoiasse seu grupo na disputa estadual.

Cid afirmou que, apesar das divergências, costuma criticar o irmão em privado. “Eu reclamo muito, mas roupa suja a gente lava em casa, eu procuro fazer assim”, continuou. “Mas o natural para mim é permanecer onde eu estou.” O senador é próximo do ministro da Educação, Camilo Santana (PT), que dá as cartas no Ceará.

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