Depois da Federação de PP e União Brasil oficializar o desembarque do governo Lula, ministros ligados a esses partidos insistiram em permanecer no cargo. Diante da ausência de saída imediata, o presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI) deu um ultimato ao ministro do Esporte, André Fufuca, na quarta-feira, 1º .
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O senador piauiense cobra que o ministro se desligue imediatamente do cargo, cedido ao partido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nogueira estipulou um prazo até semana que vem. Ele ainda ameaçou Fufuca de retirá-lo do comando do Progressistas no Maranhão. O pronunciamento do senador foi feito durante entrevista concedida à emissora CNN Brasil.
“Duvido que ele prefira abrir mão do comando do partido”, argumentou Nogueira. “O prazo foi dado até a próxima semana. Depois vocês vão ver, com as atitudes que os partidos vão tomar, se isso é para valer ou não.”
Por que o senador reforça saída de Fufuca
A pressão pela saída de Fufuca do Ministério do Esporte, por sua vez, atenderia à orientação da legenda, que previa que todos os filiados da federação formada por PP e União Brasil entregassem os cargos ao governo Lula. Os partidos anunciaram a medida no dia 2 de setembro, durante uma coletiva realizada no salão verde da Câmara dos Deputados.
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A decisão afetou dois ministros: Fufuca e o ministro do Turismo, Celso Sabino, que é filiado ao União Brasil. Atendendo ao prazo estabelecido pelas siglas, Sabino apresentou sua carta de demissão a Lula na sexta-feira, dia 26. Mesmo assim, ele permanece na função.
Mesmo se saírem do primeiro escalão do governo federal, Fufuca e Sabino não ficarão de fora da máquina pública. Fora da Esplanada dos Ministérios, os dois devem assumir seus cargos na Câmara dos Deputados. O primeiro foi eleito pelo Maranhão, enquanto o segundo conquistou o direito de representar o povo do Pará no Legislativo.
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