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Política

Cirurgia de Bolsonaro: entenda os próximos passos

STF abre prazo para defesa e PGR se manifestarem, antes de definir logística do procedimento

O ex-presidente Jair Bolsonaro: para oposição e especialistas jurídicos, atuação do STF expõe um enredo de perseguição política | Foto: Marcos Corrêa/PR
A cirurgia de Bolsonaro tem altos índices de sucesso, dizem especialistas | Foto: Marcos Corrêa/PR

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a realização da cirurgia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e abriu uma nova etapa no processo. Com a decisão, divulgada nesta sexta-feira, 19, a defesa terá de informar ao STF a data e o hospital onde o procedimento deverá ocorrer.

A cirurgia foi liberada depois do laudo da perícia médica oficial confirmar que Bolsonaro é portador de hérnia inguinal bilateral. O relatório aponta necessidade de intervenção cirúrgica, mas descarta urgência. Fala-se que o procedimento é eletivo, ou seja, dependente de agendamento prévio.

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No despacho, Moraes deixou claro que a iniciativa da cirurgia parte do próprio réu e que, uma vez feita a opção, a defesa deverá apresentar ao STF a programação pretendida.

PGR deve se manifestar, sobre cirurgia de Bolsonaro

Depois da comunicação formal da defesa, a Procuradoria-Geral da República (PGR) terá prazo de 24 horas para se manifestar. Somente depois dessa etapa o ministro Alexandre de Moraes deverá decidir sobre os detalhes logísticos do procedimento.

Entre os pontos que ficarão sob análise do relator estão:

  • a forma e o momento da transferência de Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal para o hospital;
  • a possibilidade de acompanhamento por familiares e sob quais condições; e
  • as regras de segurança e custódia durante a internação e o período cirúrgico.

Nos bastidores, a expectativa é de que, considerando os trâmites burocráticos, a cirurgia ocorra entre este domingo, 21, e a próxima segunda-feira, 22.

O que diz o laudo médico

O exame pericial elaborado pela Polícia Federal (PF) sugere que, embora não seja emergencial, a cirurgia é recomendada pela maioria dos médicos que avaliaram o quadro clínico do ex-presidente. O documento também chama atenção para a persistência de soluços, associados a um bloqueio do nervo frênico.

Segundo a perícia, o quadro pode comprometer o sono e a alimentação, além de elevar o risco de agravamento das complicações relacionadas à hérnia. Durante a avaliação, Bolsonaro teria apresentado entre 30 e 40 episódios de soluços por minuto, sem melhora espontânea.

A defesa sustenta que os problemas de saúde enfrentados atualmente pelo ex-presidente têm relação direta com as sequelas do atentado a faca sofrido durante a campanha presidencial de 2018. A investigação sobre Adélio Bispo, ex-militante do Psol responsável pela tentativa de assassinato, teve fim precoce.

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2 comentários
  1. Daniel BG
    Daniel BG

    Esse palhaço careca é daqueles marionetes que se movem e assustam quando o fazem. Não tem princípio ético, mas está sempre com sua capa preta, sua ética.

  2. Carlos Soares
    Carlos Soares

    As medidas exageradamente ligadas a uma burocracia totalmente desnecessária no caso, mostram a intenção de ganhar tempo para conseguir o agravamento da saúde de Bolsonaro e contribuir para a realização do sonho do sistema…
    Se fosse um traficante, ladrão, assassino, estuprador, pedófilo etc, seria liberado para cirurgia no primeiro laudo dos médicos particulares, poderia ser transportado de helicóptero, ser acompanhado por quem desejasse, teria escolta de proteção e, se fugisse, tudo bem… Seria um “risco calculado” assumido pelas autoridades, mas não poderiam retardar um procedimento de saúde.

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