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Política

CNJ estabelece limite de R$ 46,3 mil para 'penduricalhos'

Valores foram equiparados ao teto do funcionalismo público

A decisão do CNJ atraiu atenção pelo contexto e pelas controvérsias em torno da conduta da juíza | Foto: Reprodução/CNJ
A determinação foi do ministro Mauro Campbell Marques | Foto: Reprodução/CNJ

O corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell Marques, fixou um limite de R$ 46,3 mil para os penduricalhos pagos a magistrados, igualando-o ao teto do funcionalismo. A decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), embora direcionada ao Tribunal de Justiça de Sergipe e sem efeito vinculante, visa a inspirar práticas semelhantes em outros tribunais, sendo passível de recurso.

O caso em Sergipe surgiu de um processo iniciado pelo Tribunal de Justiça local, a pedido da associação de magistrados, para liberar um adicional por tempo de serviço.

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Segundo o CNJ, “o pagamento de qualquer passivo funcional, seja de forma isolada ou cumulativa, independentemente de sua natureza, não poderá exceder o valor supramencionado mensalmente”.

Decisões do CNJ e do STF aumentaram penduricalhos

Martelo e balança da Justiça, em alusão à matéria dos 5 desembargadores afastados
CNJ não explicou como definiu o limite dos penduricalhos | Foto: Sergei Tokmakov/Pixabay

Desde 2020, decisões do CNJ e do STF que excluem verbas indenizatórias do cálculo do teto salarial aumentaram os penduricalhos. Em São Paulo, 2.436 dos 2.644 juízes e desembargadores receberam mais de R$ 100 mil em janeiro, considerando salários e benefícios. No ano anterior, a média dos desembargadores superava R$ 75 mil por mês.

O CNJ não explicou como definiu o limite de R$ 46,3 mil para pagamentos retroativos, alegando que busca um critério objetivo.

O professor Rafael Rodrigues Viegas, da FGV, criticou à Folha de S. Paulo que o CNJ, em vez de coibir esses pagamentos, legitima práticas que driblam a legislação e oneram os cofres públicos. Ele defende que o limite deveria ser estabelecido pelo Legislativo, e não pelo CNJ, que estaria extrapolando sua função. Segundo ele, um teto tão alto torna a regra constitucional ineficaz.

Expectativas para o futuro

No fim de 2024, o Congresso debateu um limite para supersalários, mas a proposta foi retirada da PEC do corte de gastos. A ideia era criar uma lei complementar para padronizar e dar transparência às verbas indenizatórias.

O governo e parlamentares de várias correntes pretendem retomar o debate sobre a regulamentação dos penduricalhos em 2025. A expectativa é que limites sejam criados para barrar a concessão excessiva de benefícios adicionais.

Entretanto, especialistas alertam que a decisão atual pode levar categorias do Judiciário a assegurar novos benefícios antes de possíveis restrições.

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6 comentários
  1. Filipe Drumond Costa
    Filipe Drumond Costa

    Como uma justiça dessas pode fazer justiça?

  2. Rosely M G Goeckler
    Rosely M G Goeckler

    São livres de imposto de renda, não é? Definem o que querem, quanto querem e livres de impostos!

    E ainda ficam com papagaiada de retidão!

  3. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    Beleza!
    São os bandidos, por ora botando limite no valor do butim individual em razão do que podem tirar da sociedade que produz.
    Sindicato é isso, avalia o percentual de ganho possível sobre a classe que pretende se hospedar!

  4. Luís Fernando Belix
    Luís Fernando Belix

    Melhor seria acabar com todos os benefícios, mantendo somente o salário. Quem quiser ganhar mais, vá para a iniciativa privada.

    1. Rosely M G Goeckler
      Rosely M G Goeckler

      E salários definidos pelo cidadão!
      Nem nos representantes dá para confiar! Esse papel seria do Legislativo, não do Judiciário!

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