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Política

Comissão autoriza verba pública em shows de Margareth Menezes, e oposição pede esclarecimentos

Em resposta, o deputado federal Carlos Jordy apresentou um pedido de impeachment contra a ministra

Margareth
A Comissão de Ética Pública posicionou-se em favor da ministra, justificando que ela seguiu ‘todos os preceitos legais’ | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A Comissão de Ética Pública (CEP) autorizou o uso de recursos públicos para custear apresentações da ministra da Cultura, Margareth Menezes, durante o Carnaval.

Atualmente, ministros de Estado recebem um salário de R$ 46.366,19. No entanto, informações reveladas pelo portal Metrópoles mostram que Margareth recebeu pelo menos R$ 640 mil das prefeituras de Salvador (BA) e Fortaleza (CE) em 2025.

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Manoel Neto, presidente do colegiado, argumenta “simples participação em eventos que, indiretamente, sejam beneficiados por patrocínios estaduais ou municipais não configura, por si só, conduta antiética, desde que a negociação tenha sido conduzida de maneira autônoma e transparente, sem interferência da autoridade pública”.

O CEP ainda ressalta que a ministra “exerceu sua profissão de cantora fora do horário de trabalho, garantindo que suas apresentações não interferissem nas responsabilidades do seu cargo, seguindo todos os preceitos legais”.

Oposição quer impeachment de Margareth Menezes

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) apresentou quatro pedidos na Câmara dos Deputados contra Margareth Menezes, incluindo um de impeachment. O jornal Poder360 divulgou as informações.

Jordy acusa a ministra de ter utilizado o cargo para influenciar contratações com recursos públicos. Para ele, a ação “pode configurar desvio de finalidade e afronta aos princípios da moralidade e impessoalidade da administração pública”.

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“A ministra, mesmo sendo afastada temporariamente do cargo por meio de férias concedidas pelo presidente da República, manteve sua posição de influência sobre o setor cultural”, diz o texto.

Além do impeachment, o deputado solicita uma investigação do Tribunal de Contas da União. Ele quer também uma representação no Ministério Público Federal e a convocação da ministra para prestar esclarecimentos na Câmara.

Ele afirma que as prefeituras firmaram os contratos sem licitação. Nesse sentido, a CEP teria mudado de posição para permitir que Margareth recebesse as verbas públicas.

+ Leia também: “Ministra de Lula, Margareth Menezes ganha R$ 640 mil em verba pública por show”

2 comentários
  1. Paulo Cesar Silva da fonseca
    Paulo Cesar Silva da fonseca

    Que forma mais vil de fazer política esse é o triste retrato da realidade política do nosso país dominado por falta de ética.

  2. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    No Carnaval só não, todas as festas e em todo canto no Brasil prefeitos e governadores enchem o rabo com contratos de artistas. Isso é uma vergonha

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