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Política

Congresso amplia cargos e aumenta remuneração de seus servidores

Negociação costurada nos bastidores entre parlamentares e o governo Lula fez com o que a medida fosse aprovada com celeridade

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Os presidentes Davi Alcolumbre, do Senado (à esq), e Hugo Motta, da Câmara (à dir), durante a cerimônia de assinatura da PEC da Segurança Pública no Planalto - 23/4/2025 | Foto: Mateus Bonomi/Agif/Estadão Conteúdo

Nesta terça-feira, 3, o Congresso Nacional ampliou cargos e deu aumento de remuneração aos servidores da Câmara dos Deputados e do Senado.

Em virtude dessa votação, os pagadores de impostos vão arcar com quase R$ 1 bilhão a mais por ano.

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Os projetos chancelados pelos parlamentares garantem novas gratificações, reajustam salários e abrem margem para pagamentos acima do teto.

Oeste apurou que os textos foram incluídos na pauta, depois de um acordo entre líderes e membros do governo Lula, o que possibilitou o avanço em ritmo acelerado.

Na Câmara, por exemplo, a votação ocorreu sem registro nominal dos votos, poucas horas depois da apresentação das propostas pela Mesa Diretora.

O mesmo ocorreu no Senado. Por isso, não é possível saber como cada parlamentar votou.

Aumento do Congresso garante penduricalhos

Um dos principais pontos dos projetos é a criação da Gratificação de Desempenho e Alinhamento Estratégico.

O benefício varia de 40% a 100% do maior vencimento básico do cargo ocupado pelo servidor.

Além disso, a gratificação dá direito a uma licença compensatória: um dia de folga a cada três dias trabalhados, limitada a até dez dias por mês. A licença pode ser convertida em pagamento em dinheiro, sem incidência no teto constitucional.

Com esse mecanismo, a remuneração de servidores da Câmara pode chegar a cerca de R$ 77 mil mensais, no caso de cargos situados no topo da carreira, como consultores legislativos e chefias da Casa.

O teto constitucional do funcionalismo, hoje equivalente ao salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal, é de R$ 46.366,19.

Como a gratificação e a licença são classificadas como verbas indenizatórias, os valores ficam fora desse limite.

No Senado, os parlamentares também aprovaram um novo plano de carreira. A proposta prevê a adoção da mesma gratificação e da licença compensatória, além de reajustes nominais escalonados nos vencimentos básicos entre 2026 e 2029.

Salários

O texto concede aumentos a analistas legislativos, técnicos legislativos, secretários parlamentares e ocupantes de cargos em comissão, em todos os níveis.

No topo da tabela, o vencimento de secretários parlamentares passa de R$ 9.359,94 para R$ 12.979,45.

Já os cargos comissionados mais elevados terão salários reajustados de R$ 12.695,82 para R$ 13.875,17.

Para analistas legislativos, o vencimento básico sobe de R$ 14.008,22 para R$ 19.091,77. No caso dos técnicos legislativos, o valor passa de R$ 7.354,75 para R$ 15.464,33.

Esses montantes ainda podem ser ampliados com o pagamento das gratificações aprovadas.

No Senado, o novo plano de carreira também estabelece aumentos escalonados nos vencimentos básicos entre fevereiro de 2026 e julho de 2029, com crescimento nominal de aproximadamente 75,8% no período.

As carreiras beneficiadas incluem analistas legislativos, técnicos legislativos, auxiliares legislativos, consultores e advogados da Casa.

O salário de consultores e advogados do Senado poderá passar de R$ 13.753,64 para R$ 24.181,07 ao final da progressão prevista.

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Reação da oposição

Nas redes sociais, parlamentares da oposição reagiram à medida, entre eles, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Especialistas em contas públicas alertam que esse tipo de benefício tende a produzir efeito cascata em outras áreas do serviço público.

A criação de novas gratificações abre precedentes para que tribunais, ministérios e autarquias reivindiquem mecanismos semelhantes, ampliando despesas permanentes.

Leia também: “Um Legislativo em leilão”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 306 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Jocelio de Abreu e Silva
    Jocelio de Abreu e Silva

    Isso é o resultado de um povo q tá pensando no Carnaval. Um povo q acha q quem paga esses funcionários é o governo. Só o conhecimento liberta. ACORDA BRASIL!!!!

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