A Polícia Federal identificou ordens de pagamentos que, segundo a investigação, beneficiavam Alessandro Stefanutto. O material integra o inquérito que levou à prisão do ex-presidente do INSS na semana passada. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Os investigadores afirmam que registros internos da Conafer mostram repasses feitos por empresas ligadas ao operador financeiro da entidade, Cícero Marcelino. A PF sustenta que esses recursos chegavam a firmas que seriam usadas por Stefanutto. Entre elas havia uma pizzaria. A defesa do ex-presidente do INSS já negou qualquer vínculo com irregularidades e afirma que a prisão é “ilegal”.
Ordens, apelidos e planilhas do INSS
Diálogos localizados no celular de Marcelino revelam que Carlos Lopes, líder da Conafer, enviava instruções diretas sobre quantias destinadas ao codinome “Italiano”, referência a Stefanutto. As mensagens mostram ordens de entrega de valores ainda em 2022, quando ele atuava como procurador. A PF também revela que as planilhas de contabilidade da Conafer reproduziam esses repasses.
Com a nomeação de Stefanutto para o comando do INSS, em julho de 2023, os valores atribuídos a ele teriam crescido. Tabelas enviadas por Marcelino a Lopes registram pagamentos mensais de R$ 250 mil entre fevereiro e agosto de 2024. Em setembro, o valor subiu para R$ 450 mil, segundo a investigação.
A corporação afirma ter encontrado comprovantes que coincidem com as datas citadas nos diálogos. Um exemplo aparece em 10 de abril de 2023, quando houve transferência de R$ 50 mil ao escritório Stelo Advogados e Associados, valor que, para a PF, corresponderia ao repasse mencionado por Marcelino naquele período.
Procuradas, as defesas de Stefanutto, Lopes e Marcelino não responderam. Em manifestações anteriores, os advogados do ex-presidente do INSS negaram qualquer irregularidade. A Conafer, em nota divulgada na segunda-feira, 17, rejeitou as acusações e afirmou que colabora com as autoridades.
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MENSALÃO 2.0
Não poderia ser diferente.