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Política

COP30 é Carnaval fora de época

Climatologista Ricardo Felício fala da inutilidade do evento, que ocorrerá em Belém em novembro

Peça de divulgação da COP30 em Belém, no Pará | Foto: Reprodução/Agência Pará
Peça de divulgação da COP30 em Belém, no Pará | Foto: Reprodução/Agência Pará

Em entrevista ao Jornal da Oeste – Primeira Edição nesta quinta-feira, 9, o climatologista Ricardo Felício falou da “inutilidade” da COP30. O evento será realizado em Belém, no Pará, entre os dias 10 e 21 de novembro. Para Felício, a conferência climática é um “Carnaval fora de época”.

“Todas as COPs parecem um grande Carnaval”, afirmou Felício. “Eu chamo de Carnaval fora de época. Porque você vai ver de tudo: ambientalistas, ativistas e políticos que querem ‘fazer bonito’. Depois de realizarem reuniões em um ano todo, eles optam por encerrar as atividades em um lugar ‘pitoresco’ do mundo para fazer as compras pré-Natal. Sempre foi assim, e assim sempre será.”

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Felício também afirmou que os encontros reúnem empresários interessados em lucrar com as medidas impostas durante as discussões, ainda que essas regras tragam novas restrições. “Esses eventos colocam políticos decidindo normas draconianas contra a sociedade global, inventando um problema climático inexistente e, em seguida, oferecendo suas próprias ‘soluções’”, disse.

Para o climatologista, a escolha de Belém como sede do evento foi “estratégica”. Segundo ele, por se tratar de uma cidade isolada e com sérios problemas de infraestrutura e saneamento básico, o local foi escolhido justamente por dificultar manifestações contrárias à realização das COPs.

Ricardo Felício também afirmou que tem certeza de que a COP30 vai gerar uma repercussão negativa para o Brasil, considerando os problemas de infraestrutura e as demais problemáticas em volta da organização do evento.

Além da COP30: as pressões contra o Brasil

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Brasil já preserva cerca de 66% do seu território | Foto: Shutterstock

Ele também criticou a agenda ambiental brasileira, que, segundo ele, “bloqueia o desenvolvimento” e causa prejuízos bilionários — como no caso da Ferrogrão, parada desde 2019 por decisão do Supremo Tribunal Federal, o que teria gerado perdas anuais de R$ 12 bilhões.

Ele também afirmou que o Brasil já preserva 66% de seu território e sofre “pressões internacionais” para ampliar essa área para até 80%. Felício defendeu uma campanha global para mostrar o tamanho das áreas preservadas e apontou falhas nas medições de desmatamento e queimadas.

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Na avaliação do climatologista, o Brasil é “alvo principal” da agenda climática internacional, usada, segundo ele, para “desviar a atenção de problemas reais” como saúde, educação e infraestrutura. Ele também ressaltou que o evento em Belém trará “transtornos” à população local. “Os moradores vão acabar confinados em casa por causa da segurança reforçada, enquanto políticos e ambientalistas discutem sobre algo que desconhecem”, disse.

Por fim, o especialista afirmou que o país precisa “retomar sua soberania” e elaborar um projeto nacional de longo prazo, livre de agendas internacionais. “Se o Brasil não se libertar desse embuste ambiental, continuará sendo apenas um grande fazendão e uma mineradora, sem condições de se desenvolver de verdade”, concluiu.

Leia também: “A COP dos absurdos”, reportagem de Carlo Cauti e Rachel Díaz na Edição 266 da Revista Oeste

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2 comentários
  1. Lucia campos
    Lucia campos

    Belo e preciso depoimento ! Parabéns , alguém isento e lucido . Tudo verdadeiro infelizmente …

  2. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Al Gore ,agora bilionário com a narrativa ambientalista deu o ponta pé inicial nessas teses mas não se elegeu Presidente dos EUA que era seu desejo. O povo americano não caiu no engodo. Felício tem toda razão. As festinhas do PT são conhecidas,tem de tudo. Lembram do programa anti fome da Janja ? Qual era a proposta mesmo?

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