O corpo do adestrador de cães José Eder Lisboa, de 64 anos, foi sepultado na tarde desta terça-feira, 31, em Jaú (SP). Ele havia sido condenado a 14 anos de prisão por suposto envolvimento nos atos do 8 de janeiro de 2023.
Lisboa morreu na sexta-feira 27, na Argentina, onde vivia desde a condenação pelo Supremo Tribunal Federal. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Jaú.
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Segundo relatos divulgados nas redes sociais, ele adoeceu e permaneceu internado por vários dias em um hospital argentino. Sem conseguir se recuperar, morreu na última sexta-feira.
Adestrador convivia com doença autoimune
Carolina Siebra, advogada da Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de janeiro, afirmou ao portal g1 que Lisboa apresentou um problema de saúde no fim do ano passado. Inicialmente, médicos trataram o caso como botulismo, doença neurológica causada pela toxina da bactéria Clostridium botulinum.
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Posteriormente, Lisboa foi diagnosticado com Síndrome de Guillain-Barré. A doença é uma condição autoimune em que o sistema imunológico ataca os nervos periféricos. O quadro pode causar fraqueza muscular rápida, formigamento e, em casos mais graves, paralisia.
Segundo Carolina, Lisboa estava em recuperação, mas não resistiu e morreu.
Procurado, o Ministério das Relações Exteriores informou, em nota, que, em caso de morte de um cidadão brasileiro no exterior, embaixadas e consulados podem orientar familiares e apoiar o contato com autoridades locais.
O Itamaraty também pode emitir documentos necessários, como o atestado consular de óbito, depois da conclusão dos trâmites exigidos pelas autoridades do país onde ocorreu a morte. “O traslado de restos mortais de brasileiros falecidos no exterior ocorre apenas em situações excepcionais e devidamente justificadas”, afirmou o ministério.
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