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Política

Correios colocam R$ 860 milhões em imóveis à venda para conter prejuízo

Estatal alega gestão patrimonial, mas rombos históricos pressionam plano de desmobilização

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No segundo semestre, os Correios lançarão o marketplace ‘Mais Correios’ | Foto: Andre Melo Andrade/Estadão Conteúdo

Os Correios colocaram à venda no mercado 66 imóveis, avaliados em R$ 860 milhões. A decisão marca o início de um amplo processo de liquidação de ativos, em meio ao pior resultado financeiro da estatal desde 2017. O portal Broadcast+ divulgou as informações.

O objetivo oficial é reduzir custos operacionais e reforçar o caixa, embora a empresa negue relação direta com os sucessivos prejuízos registrados. A estatal possui 2.369 imóveis espalhados pelo país, entre agências, centros logísticos e escritórios.

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Segundo informou por nota, os 66 ativos agora disponíveis para venda estão fora de uso. A alienação deve ser feita caso a caso, por meio de licitações ou negociações diretas.

Entre os bens ofertados, destaca-se o antigo clube dos carteiros, localizado na Asa Norte de Brasília. Avaliado em R$ 273 milhões, o terreno tem 212 mil metros quadrados e reúne piscinas, quadras esportivas, auditório e restaurante.

Os Correios informaram que o espaço estava abandonado havia anos, sem justificativa para continuar gerando despesas. Outro destaque do pacote é um prédio de 17 andares situado na Avenida Paulo VI, no Bairro da Pituba, em Salvador.

O imóvel está disponível por R$ 109 milhões. O site oficial da estatal exibe a lista completa das propriedades. A empresa afirma que a operação faz parte de uma reestruturação patrimonial, com foco na eficiência.

No segundo semestre, os Correios lançarão o marketplace “Mais Correios”, que pretende disputar espaço com gigantes, como Mercado Livre, Amazon e Shopee.

Correios ampliam estratégia diante de crise financeira

No entanto, o pano de fundo é o desequilíbrio nas contas. A estatal teve prejuízo de R$ 1,7 bilhão apenas no primeiro trimestre deste ano. Em 2024, o rombo foi de R$ 2,6 bilhões.

+ Leia também: “PF investiga esquema de roubos de carga dos Correios e Mercado Livre”

Além das vendas, os Correios têm buscado alternativas para lidar com prédios icônicos atualmente inativos. Um exemplo é o Palácio dos Correios, no centro de São Paulo, que foi cedido à prefeitura sem cobrança de aluguel. O espaço abrigará o programa Smart Sampa, voltado ao monitoramento urbano com câmeras de reconhecimento facial.

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1 comentário
  1. O BELFORROXENSE
    O BELFORROXENSE

    Ué, porque será que no Governo Bolsonaro essa estatal começou a dar lucros?
    Porque será que agora no “L”, estatais estão dando prejuizo?? Porque será ?!?!

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