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Política

CPI do Crime Organizado espera ouvir Campos Neto

Colegiado também convocou o empresário Leandro Augusto, ligado ao caso Master

Roberto Campos Neto criticou fim da escala 6x1 em evento | Foto: Raphael Ribeiro/BC
Campos Neto foi convocado pelo colegiado para falar sobre sua atuação como presidente do BC de 2019 a 2024 | Foto: Raphael Ribeiro/BC

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado espera ouvir, nesta terça-feira, 31, o economista Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central (BC).

Segundo os parlamentares, Campos Neto era a autoridade monetária do país durante o período de 2019 a 2024. Por isso, justificam alguns congressistas, ouvi-lo será “crucial para esclarecer se eventuais falhas ou omissões na fiscalização bancária” permitiram a infiltração e a expansão de organizações criminosas.

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O requerimento de convocação destaca que, “durante a gestão de Campos Neto, foram editadas resoluções que, na prática, promoveram uma desregulação do sistema”.

Saiba mais:

O colegiado convocou o ex-presidente do BC, que deverá comparecer à CPI. Diferentemente de um convite, a convocação obriga o depoente a testemunhar. No entanto, o Supremo Tribunal Federal tem tornado facultativa a presença de pessoas na mira da comissão, em virtude de concessão de habeas corpus.

Presidente de comissão parlamentar fala ao microfone durante audiência pública no Senado, com documentos sobre a mesa
A CPI contribui para a fiscalização dos atos da administração pública | Foto: Divulgação/Agência Brasil

CPI com foco no Banco Master

Os parlamentares da CPI do Crime Organizado também esperam, na próxima quarta-feira, 1º, ouvir o depoimento de Leonardo Augusto Furtado Palhares, administrador da empresa Varajo Consultoria Empresarial. A empresa dele foi supostamente utilizada para fazer o pagamento de propinas ao servidor do BC Belline Santana, no esquema do Banco Master.

Belline é suspeito de atuar como consultor informal de Daniel Vorcaro, ex-dono do Master, em troca de vantagens indevidas. Ele foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, mas já havia deixado o cargo na ocasião, por determinação administrativa do BC.

Palhares também é sócio da Super Empreendimentos, holding associada ao ex-dono do Master e utilizada para a condução de diversos negócios como a aquisição de uma mansão de alto padrão no Lago Sul, em Brasília, avaliada em cerca de R$ 36 milhões.

A CPI do Crime Organizado, por fim, marcou os depoimentos de Ricardo Andrade Saadi, presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e Leandro Piquet Carneiro, professor e pesquisador. Como o colegiado convidou ambos, eles não têm obrigação de comparecer.

1 comentário
  1. Mariza
    Mariza

    Não vai servir pra nada! Rodizio de pizzas. Blindagens, blindagens… 😢

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