O relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) apresentado pelo deputado federal Ricardo Salles (PL-SP) não apresenta o indiciamento do deputado Valmir Assunção (PT-BA). A alteração do relator se deu com a intenção de aprovar o texto no colegiado.
“Não se trata de tirar o nome do Valmir, mas de apenas não indiciá-lo”, explicou Salles a Oeste.
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Como adiantado por Oeste, o relatório de Salles apresenta o indiciamento do ex-ministro do Gabinete Institucional de Segurança (GSI) Gonçalves Dias e o líder da Frente Nacional de Lutas (FNL), José Rainha. Além deles, o nome do diretor-superintendente do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iterra-AL), Jaime Messias Silva, aparece como pedido de indiciamento. Ao todo, o relator pediu indiciamento de 11 pessoas.
O documento apresentado, também aponta o Incra como “o maior latifundiário improdutivo do país”. O material também relaciona aos acampamentos um trabalho análogo a escravidão. Salles também acusa o MST de “intensa doutrinação ideológica marxista sobre adultos e crianças”.
A CPI do MST foi instalada em maio. O prazo de encerramento da comissão está programado para terça-feira 26.
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Troca de parlamentares na CPI do MST

Em agosto, integrantes da oposição foram retirados do colegiado devido a uma manobra do governo Lula, com a promessa de entregar cargos ao centrão. Ainda no mesmo mês, Republicanos, PP e o União Brasil articularam novas substituições dos parlamentares, o que poderia fazer a oposição voltar a ser maioria na comissão.
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