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Política

CPMI do INSS adia votação de convocação de Messias

O presidente da comissão, senador Carlos Viana, anunciou a análise dos requerimentos para a próxima semana

O ministro Jorge Messias, Advogado-Geral da União, participa do programa A Voz do Brasil | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
O advogado-geral da União, Jorge Messias | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) decidiu adiar a votação da convocação do advogado-geral da União, Jorge Messias — recém-indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a vaga de Luís Roberto Barroso ao Supremo Tribunal Federal (STF).

+ CPMI do INSS ouve contador e vota convocação de Messias

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O pedido de convocação de Messias estava previsto para ser votado nesta quinta-feira, 27, mas foi retirado de pauta por não estar entre os requerimentos com consenso para serem votados. Conforme anunciado pelo presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), a convocação será votada na próxima semana. 

“O líder do governo e o líder da oposição decidiram retirar 86 itens de pauta”, relatou Viana. “Além disso, 8 itens receberam apenas ajuste de prazo. Um desses itens era a convocação do ministro Jorge Messias. Todos esses requerimentos serão votados na próxima quinta-feira, um por um, com total transparência. E o Brasil verá claramente quem quer esclarecer e quem quer blindar.”

Depoimento de Messias na CPMI do INSS

Para parlamentares da oposição, a convocação de Messias é essencial. Eles argumentam que a Advocacia Geral da União (AGU) falhou em agir contra entidades suspeitas de aplicar descontos irregulares a aposentados e pensionistas, especialmente aquelas ligadas a sindicatos e associações. 

Na outra ponta, aliados do governo veem o requerimento como um problema para a sabatina de Messias no Senado Federal — trâmite necessário para ter a sua indicação ao STF aprovada pelos parlamentares. 

Desgaste com a indicação STF

A escolha de Messias foi feita sem que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, fosse consultado. Alcolumbre defendia outro nome: o do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). A falta de diálogo institucional gerou forte irritação entre o presidente do Senado e a base governista. 

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), reconheceu o “mal-estar” e sugeriu que a sabatina de Messias poderia ser adiada para 2026 — considerando o calendário apertado e o momento de “racha” entre Lula e Alcolumbre. 

Apesar dos atritos públicos, o governo mantém confiança na aprovação de Messias — alegando que o processo de sabatina e votação no Senado será conduzido com normalidade. 

Nesta semana, Messias divulgou uma nota, por meio da AGU, afirmando que está disposto a “dialogar institucionalmente” e ouvir os senadores sobre suas preocupações. 

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1 comentário
  1. David S
    David S

    Será que estão afinando?
    Se esse panaca não devesse, seria o primeiro a se prontificar a comparecer.
    Se está acontecendo isto, sem querer pré-julgar, é culpado.
    Mais um ministreco à vista, no stf….

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