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Política

CPMI do INSS convoca ex-conselheira e ex-dirigente de entidade suspeita

Depoimentos podem revelar omissão de Carlos Lupi e movimentação bilionária com desconto de aposentados

Com a decisão da Justiça, INSS deve liberar recursos para mais de 131 mil beneficiários | Foto: Rafa Neddermeyer | Agência Brasil
A reunião está marcada para as 16 horas | Foto: Rafa Neddermeyer | Agência Brasil

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) quer ouvir nesta segunda-feira, 20, duas figuras centrais na investigação sobre fraudes nos descontos feitos nas aposentadorias. Estão convocados Tonia Andrea Inocentini Galleti, ex-conselheira do Conselho Nacional de Previdência Social, e Felipe Macedo Gomes, ex-dirigente, da entidade Amar Brasil Clube de Benefícios.

A reunião está marcada para as 16 horas. A expectativa é que apenas um dos depoimentos ocorra. Para contornar possíveis habeas corpus concedidos pelo Supremo Tribunal Federal, a comissão tem adotado a prática de agendar duas oitivas no mesmo dia.

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Tonia Galleti deve prestar esclarecimentos sobre uma reunião realizada em junho de 2023. Segundo a ata do encontro, ela teria alertado o então ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, sobre indícios de irregularidades em descontos realizados diretamente na folha de pagamento dos aposentados.

Durante essa reunião, Galleti solicitou que os Acordos de Cooperação Técnica — que autorizam o desconto de mensalidades — fossem incluídos na pauta. Lupi recusou o pedido e se comprometeu a tratar do assunto na reunião seguinte. No entanto, o tema só voltou à pauta em abril de 2024.

Nesse intervalo, o Tribunal de Contas da União já havia avançado em uma investigação sobre o caso. A Controladoria-Geral da União também estava conduzindo uma auditoria.

Entidade suspeita teria movimentado mais de R$ 1 bilhão

O segundo depoente, Felipe Macedo Gomes, é indicado como responsável por coordenar os descontos que beneficiaram a Amar Brasil Clube de Benefícios. Segundo as investigações, a entidade teria movimentado cerca de R$ 1,1 bilhão de 2022 a 2024.

+ Leia também: “INSS: relatório da Receita Federal revela gastos milionários com itens luxuosos”

A CPMI quer entender como funcionava o fluxo financeiro desses repasses e qual era o nível de envolvimento dos dirigentes da entidade com os convênios firmados. A comissão também busca esclarecer se houve conivência de servidores públicos na autorização desses descontos.

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